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Setor vem ganhando eficiência energética nos últimos anos, mas não no ritmo necessário para acompanhar a expansão de novas construções.

A grande participação da indústria da construção nas emissões de carbono não é novidade. O setor é responsável por cerca de 40% de todas as emissões no mundo, e responde igualmente por uma grande parcela do consumo de recursos naturais, contribuindo decisivamente para o aquecimento global.

Para a Agência da ONU para o Meio Ambiente, construção de edifícios net zero em energia e retrofit dos já construídos com este fim devem ser a principal prioridade para os próximos anos

Apesar dos esforços feitos para reduzir esse percentual, a lentidão do processo fez com que o novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente  alertasse o ramo da construção para uma situação limite: a indústria precisa mudar “rápida e radicalmente” para manter a elevação da temperatura global em níveis toleráveis.

“Progressos em direção a edifícios e construções sustentáveis estão avançando, mas as melhorias ainda não estão acompanhando o próprio crescimento do setor e a crescente demanda por energia”, observa o relatório, elaborado no final do ano passado. A agência da ONU aponta que o ritmo no declínio de consumo final de energia por metro quadrado precisa se intensificar em 30% até 2030, para atender os desígnios do Acordo de Paris (que determinou as metas ambientais globais para controlar as mudanças climáticas).

Veja no gráfico:

Em pontilhado,como está prevista a redução do uso de energia por metro quadrado nos próximos anos. Em azul, o cenário ideal, com ritmo de queda 30% maior

O estudo aponta que, apesar as emissões de dióxido de carbono (CO2) ligadas ao processo de construção terem caído de 9,5 gigatoneladas, em 2013, para 9 em 2016, essa queda aconteceu muito mais em função da maior proporção na geração de energia limpa do que dos edifícios em si. Emissões de CO2 na construção de prédios em si subiram de 3,1 gigatoneladas em 2010 para 3,7 gigatoneladas em 2016, dado considerado preocupante.

Área ocupada

A preocupação principal dos autores do estudo é com as melhorias ambientais não alcançarem o ritmo da expansão das construções em todo o mundo. Com diversos países em desenvolvimento contendo grandes áreas disponíveis, e investidores (sobretudo chineses) dispostos a financiar construções em larga escala, a área ocupada por edifícios no planeta deve quase dobrar entre hoje e 2060. Atualmente com 235 bilhões de metros quadrados ocupados, as construções deverão adicionar mais 230 bilhões até o ano citado.

As principais regiões afetadas por novas construções são o continente africano e países como China e Índia. Veja abaixo:

Do lado esquerdo, o que já há de área construída nas regiões citadas. Em azul (em diferentes escalas, conforme o período analisado), as adições previstas em novas construções.

Mudanças necessárias

O objetivo principal a ser alcançado pela indústria da construção, de acordo com Brian Dean, coautor do relatório e especialista da Agência Internacional de Energia, é buscar o maior número possível de edifícios net zero em geração de energia, para que essa expansão de área ocupada tenha caráter sustentável. Ou seja, que as novas construções possam “zerar”, com a geração de energia no próprio edifício, as emissões de carbono no processo de abastecimento do prédio. Geralmente, isso é feito com o uso de painéis fotovoltaicos, que captam energia solar.

Com esse objetivo em mente, o GBC internacional já anunciou a intenção de que, até 2050, todos novos edifícios sejam net zero. Difícil, no entanto, é saber se esse prazo é suficiente para brecar as mudanças climáticas.

De outro lado, a agência da ONU pede para que os retrofits com foco em eficiência energética dobrem, ou até tripliquem, na próxima década. “Com o vasto número de de prédios já existentes no mundo desenvolvido, esse deveria ser o foco primário da iniciativa”, aponta o estudo.

Clique aqui para ler a pesquisa completa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente.

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