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Jogo criado para estudantes do ensino médio leva os desafios da administração de cidades para dentro da sala de aula.

Como administrar uma cidade como São Paulo? O Cidade em Jogo pode dar uma primeira noção de gestão pública aos estudantes

Quem se lembra de Sim City? O jogo de computador que marcou época na década de 1990 permitia que o usuário criasse e administrasse uma cidade com toda a complexidade dos temas industriais e urbanísticos, inspirou muitas crianças e adolescentes que se tornaram engenheiros, arquitetos e gestores. O objetivo, entretanto, era mais lúdico do que factível: evitar que a cidade fosse destruída por algum desastre natural ou ataque alienígena.

Agora, um novo jogo surge utilizando o planejamento urbano como temática principal, e com a educação como enfoque principal: o Cidade em Jogo, criado pela Fundação Brava e pelo Brazil Institute do Woodrow Wilson Center, coloca o jogador no papel do prefeito de uma cidade (que pode ter porte e perfil econômico variados) face aos principais desafios encarados por eles: que áreas priorizar em sua administração? Qual a melhor política pública para lidar com determinado problema? E como agir diante dos impactos das suas ações na opinião pública?

Entre os temas a lidar estão a situação das vias públicas, a falta de áreas verdes, o transporte público e os espaços culturais. Tudo isso precisando lidar com a verba disponível e as contrapartidas existentes em cada ação.

O jogo foi criado para ser utilizado como ferramenta de ensino e de relacionamento entre professores e alunos do ensino médio. A ideia é conscientizar os estudantes sobre a realidade da administração pública e servir como preparação inicial àqueles que se interessarem em atuar na área. “O Cidade em Jogo foi desenvolvido para ser um parceiro gratuito do professor na abordagem de assuntos que envolvam o desenvolvimento de educação cívica, cidadania e liderança jovem em sala de aula”, resumem os organizadores, no site do jogo.

Ao iniciar a “gestão”, o jogador precisa definir quais são suas prioridades (Imagem: Reprodução/Cidade em Jogo)

Após definir se sua cidade será rural, litorânea ou uma metrópole e os recursos econômicos prioritários, os “prefeitos virtuais” são colocados frente a situações que podem aumentar ou diminuir sua popularidade e lidar com crises inesperadas – embora bastante comuns na realidade -, como greves, escândalos de corrupção e epidemias. O game funciona por rodadas (toma-se uma ação e observa o impacto dela, e então se age novamente) e, após um bom número delas, o resultado é dado. Um feedback final dá aos jogadores a noção de quais foram seus principais acertos e erros na jornada, o que pode ensejar diversas discussões em sala de aula.

O jogo foi testado em escolas de São Paulo e está disponível no site oficial. Professores podem se cadastrar para receber um material preparatório e incluir o jogo em seu planejamento educacional para o ano letivo.

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