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WELL e Fitwel são exemplos de certificações criadas nos últimos anos com foco em aspectos como saúde mental, atividade física, alimentação saudável e igualdade social.

Certificações como LEED, Aqua-HQE e BREEAM podem ser referências em edifícios sustentáveis, mas nem sempre garantem um ambiente saudável para quem frequenta os prédios. Afinal, sentir-se bem enquanto trabalhamos depende de aspectos que vão além da estrutura do local: alimentação, mobilidade física e o próprio conforto das pessoas devem ser considerados aspectos importantes da sustentabilidade. É nesse enfoque no bem-estar humano que apostam algumas novas certificações que foram lançadas nos últimos anos.

Proporcionar atividade física no ambiente empresarial é um dos aspectos avaliados pelas novas certificações com foco no bem-estar pessoal

A mais recente delas, a Fitwel, vem crescendo e hoje há está em 12 países, impactando mais de 250 mil pessoas. Criado por dois órgãos governamentais dos Estados Unidos (Centro de Controle e Prevenção de Doenças e Administração Geral de Serviços), a Fitwel segue preceitos semelhantes aos do WELL, concedido pelo International Well Building Institute em parceria com o Green Building Certificate Institute e mais disseminado selo de bem-estar empresarial atualmente. Mas com algumas vantagens: custos menores e nenhum pré-requisito.

Mais do que uma simples certificação, o Fitwel funciona como um guia para o bem-estar, oferecendo 60 possíveis estratégias e permitindo aos projetos escolher quais seguir – claro, quanto maior o número, maior a credibilidade da certificação obtida. Os valores considerados pilares que servem desse guia são: saúde comunitária, morbidade e absenteísmo, igualdade social para populações vulneráveis, atividade física, segurança dos ocupantes, sentimento de bem-estar e opções saudáveis de comida. Ou seja, tão importante quanto prover num ambiente fisicamente saudável é não permitir tratamento discriminatório e ser parte da comunidade no entorno.

Opções de alimentos saudáveis são outro elemento importante no Fitwel

Para registrar a certificação no Fitwell, o valor é de 6 mil dólares por prédio. E, para ser ainda mais acessível, foi criada uma modalidade intermediária: o acesso ao benchmarking da certificação, consultando as boas práticas antes de implementá-las no próprio prédio, custa apenas 500 dólares. Além disso, os valores podem ser reduzidos no caso da certificação de todo um portfólio de edifícios de uma administradora. A certificação foi pensada para prédios já existentes, podendo assim ser dedicada a diversas empresas e administradoras que queiram se adequar, mas também servindo ainda de referência para os novos projetos. Por fim, todo o processo é feito digitalmente, com o resultado sendo levado ao solicitante já acompanhado das comparações com todo o banco de dados da certificação.

Well com nova modalidade

Foi na década de 1990, quando os primeiros encontros internacionais sobre o meio-ambiente ganharam popularidade, que cresceu também a preocupação com a sustentabilidade dos edifícios. Popularizaram-se, dessa forma, os selos LEED, concedido pelo estadunidense Green Building Certification Institute, e o francês HQE – introduzido no Brasil como Aquia-HQE pela Fundação Vanzolini –, além do britânico BREEAM, como principais referências no assunto. Passou o tempo e já são centenas de milhares edifícios com garantias de sustentabilidade em todo o mundo.

Faltava, no entanto, avaliar os aspectos sociais e menos tangíveis da sustentabilidade. E foi somente nesta década que novas certificações surgiram para avaliar essa faceta específica da sustentabilidade. Criada em outubro de 2014, o WELL é a mais conhecida delas. Seus critérios são: ar, água, alimentação, luz, atividade física, conforto e saúde mental. Assim como o LEED, ele pode ser aplicado a prédios já construídos ou novas construções, nas modalidades Silver, Gold e Platinum.

Sede da BR Properties, em São Paulo, é um dos edifícios brasileiros com certificação WELL (Imagem: Youtube/K3 Publicidade Criativa)

Em pouco mais de três anos, o WELL já certificou 739 edifícios. No Brasil, são apenas quatro. Em São Paulo, as sedes da consultoria em qualidade de água, Setri, e da BR Properties, além da Green School Moema; e, no Rio de Janeiro, um projeto confidencial.

Algumas barreiras, no entanto, impediram a disseminação ainda maior do WELL. A principal delas são as questões econômicas que o Fitwel procura contornar com sua proposta mais acessível. Algo que foi percebido e que teve uma solução proposta: o WELL Portfolio, um estágio intermediário que garante aos edifícios o reconhecimento por práticas sustentáveis adotadas, enquanto dá acesso a metodologias que podem leva-lo à certificação final. Tudo a custos menores e direcionado a empreendimentos já existentes.

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