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Projeto vai homenagear história da China e ao mesmo tempo servir como um ícone para a sustentabilidade futura.

O escritório de arquitetura estadunidense Perkins+Will ficou a cargo de um ambicioso projeto na China: o Museu de Ciência e Tecnologia de Suzhou será um edifício em forma de laço totalmente integrado à natureza ao seu redor e carro-chefe de um distrito novo cultural que será criado pelo governo chinês a 100 quilômetros ao norte de Xangai. Somente o museu ocupará uma área de 55 mil metros quadrados.

Lago, ilhas artificiais, vegetação em toda a parte: o Museu de Ciência e Inovação chinês será totalmente conectado à natureza (Imagem: Facebook/Will + Perkins)

O novo museu vai homenagear uma área historicamente conhecida por seu intenso comércio, que era realizado à beira do rio Yangtzé, um dos mais importantes do leste chinês e uma vez chamado de “a Veneza do oriente”. E vai unir essa tradição a uma cultura de inovação que permeia o desenvolvimento atual da China, país que mais cresce economicamente. Projetado em meio a um parque natural, o museu irá aproveitar ainda a bela paisagem do entorno e o declive do terreno, ao pé da Lion Mountain, com um desenho que vai da parte mais baixa à mais alta, depois voltando para a beira do Lago Shishan, com uma bela vista em qualquer parte do caminho.

Enquanto o delicado formato remete ao símbolo do infinito, as fachadas metálicas farão lembrar um lenço de seda, produto que simbolizou, por séculos, o comércio entre ocidente e oriente pelas rotas marítimas. Serão várias entradas e saídas possíveis do prédio, fazendo com que os frequentadores circulem por toda a área verde. No lago em frente, ilhas artificiais unidas por uma passarela servirão como áreas educacionais a respeito do uso dos recursos naturais e meio ambiente.

“Estamos encantados por ter a oportunidade de projetar o novo Museu de Ciência e Tecnologia de Suzhou. Nosso design reconhecerá a importância de Suzhou para a história do comércio chinês e sublinhará seu papel de liderança na emergência da China como uma líder da tecnologia e inovação. Ao mesmo tempo, utilizará toda a inspiração do ambiente natural que o rodeia”, resume o diretor global de Design do Perkins+Will, Ralph Johnson.

Confira abaixo as imagens do projeto e, depois, mais alguns aspectos inovadores e sustentáveis do museu:

  • Os três níveis do museu, ou seja, todo o edifício, terão incidência de luz natural. Mas com um toque tecnológico: a malha metálica utilizada na fachada será tridimensional e oscilará de transparente a opaco, permitindo aos administradores controlarem o nível de iluminação dentro do prédio. Assim, podem criar ambientações diferentes a depender da exposição que estará sendo exibida;
  • As ilhas artificiais terão, também, um sistema de filtragem da água utilizada no museu, devolvendo-a ao lago em boas condições para preservar a vida selvagem;
  • Na parte superior do edifício, o “Terraço Montanha do Leão” oferecerá uma bela vista ao entorno, permitindo também a caminhada direta para a parte mais baixa em direção às ilhas. Além disso, todo o espaço externo será repleto de vegetação, provendo um ar de melhor qualidade e também um alívio em épocas de muito calor sol intenso – com árvores oferecendo uma sombra para descanso;
  • Os espaços abertos terão também pisos permeáveis para absorção da água da chuva, além de calhas que a espalharão em todas as direções da vegetação. O telhado verde, é claro, colaborará ainda para aliviar a sensação de calor dentro do edifício;
  • Além de acesso via rodovias, o museu poderá ser visitado via trem. Quem chegar dessa forma andará por um belo promenade em uma rampa arborizada. Já os visitantes que chegarem de ônibus ou carros darão de cara com a Praça da Descoberta, um espaço de reunião com uma piscina natural.

 Essa não é a primeira experiência da Perkins+Will em parceria com o governo chinês. O escritório de Chicago também foi responsável pelo Museu de História Natural de Xangai, inaugurado em 2015 e merecedor da certificação LEED Gold NC (Novas Construções). Com 20 escritórios espalhados pelo mundo, a empresa recebeu, em todos eles, a certificação do Green Building Council. Nada menos que seis dos escritórios são LEED Platinum, categoria mais alta do reconhecimento.

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