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Água do rio Paraíba do Sul poderá agora ser bombeada para o sistema Cantareira, cenário principal da crise hídrica que afetou a região metropolitana há 3 anos.

Mesmo após o pior período na crise, o sistema Cantareira ainda está em estado de atenção. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Uma das principais obras prometidas após a seca sofrida em São Paulo entre 2014 e 2015, a ligação entre o sistema Cantareira, conjunto de represas e reservatórios que é a principal fonte de água para a capital paulista, e o rio Paraíba do Sul foi inaugurada neste final de semana pelo governador do Estado, Geraldo Alckmin. Nesta primeira fase inaugurada, a água que sair da represa Jaguari, parte da bacia do rio afetado, abastecerá, com a ajuda de bombas, túneis e adutoras, a de Atibainha, que é parte do Cantareira.

Assim, espera-se evitar que, em novos períodos de estiagem, o sistema fique em níveis preocupantes e afete o abastecimento da região metropolitana de São Paulo.

Em breve, o mesmo processo poderá ocorrer também no sentido contrário. O Paraíba do Sul tem grande importância para o sistema hídrico da região sudeste, abastecendo a região do Vale do Paraíba e parte do Estado do Rio de Janeiro, sendo considerado também de grande importância. Segundo a Sabesp, o envio de água nessa direção poderá ser realizado ainda neste mês.

Enquanto o bombeamento na direção do Cantareira poderá ser feito a um ritmo de 5,1 mil litros de água por segundo, no sentido inverso, a estimativa é de 12,2 mil.

Mesmo após a fase mais aguda da crise hídrica dos últimos anos, hoje o sistema Cantareira ainda está em estado de atenção. Com 40% de sua capacidade, considerando o volume morto, as represas hoje têm a retirada da água em ritmo reduzido pela Sabesp. O sistema abastece cerca de 9,5 milhões de pessoas, enquanto o Paraíba do Sul leva água a pouco mais de 3 milhões.

A obra inaugurada neste final de semana – com atraso, após ser prometida para novembro de 2016 – esteve sob ameaça após conflitos envolvendo os três Estados abastecidos pelo Paraíba do Sul: além de Rio e São Paulo, o leito passa também por Minas Gerais. Com o rio também passando por momentos de baixo nível de água, a preocupação era que a obra em solo paulista prejudicasse os outros dois estados. Um acordo foi costurado com a mediação do Supremo Tribunal Federal e da Agência Nacional de Águas, com as partes entrando em um consenso no início de 2015.

Fonte: Folha de S.Paulo

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