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É o sexto empreendimento da CCP reconhecido pelo GBC, em mais uma parceria com o escritório de arquitetura Collaço e Monteiro.

Mais um empreendimento brasileiro entrou para a lista dos mais sustentáveis do mundo no início deste ano. O edifício Miss Silvia Morizono, administrado pela Cyrela Commercial Properties na avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo, obteve junto ao Green Building Council a certificação LEED Gold na categoria Core + Shell (envoltório e estrutura principal) seis meses após sua inauguração, em julho do ano passado.

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Fachada do Miss Silvia Morizono com os detalhes diagonais (Imagem: FBCom)

O prédio obteve 70 pontos na escala do GBC que vai de zero a 100, superando o mínimo de 60 para obter a certificação nível Gold. São 18.125 metros quadrados de área locável espalhados em 13 andares, em um edifício preparado para receber 2,1 mil pessoas. Apesar dos diversos aspectos sustentáveis, como um jardim frontal e um bicicletário híbrido recém-inaugurado, foi pela sua “estrutura dura” que o empreendimento obteve o reconhecimento.

“Entre os principais indicadores analisados estão: redução do consumo de energia; redução do consumo de água nos vestiários e sanitários; redução do consumo de água para paisagismo; resíduo desviado de aterro; materiais com conteúdo reciclado; materiais regionais; e uso de madeira certificada”, elenca a administração da CCP, sobre a certificação obtida.

A tecnologia envolvida nos sistemas de automação e os elevadores, sistemas de ar-condicionado e instalações hidráulicas e elétricas são outros destaques citados pela empresa. Isso sem falar do projeto paisagístico, de autoria dos escritórios EDSA e Benedito Abbud Arquitetura, que conta com 4 mil metros quadrados e uma praça destinada ao público geral na frente do edifício. “O plantio inclui árvores de grande porte e árvores frutíferas que se adaptam bem ao local, demandando menos água para irrigação. Também foi implantado um sistema de captação e aproveitamento de águas pluviais, água proveniente do sistema de ar-condicionado e água cinza para irrigação das áreas verdes. A água usada no sistema de irrigação é 100% não potável”, destaca a CCP.

Projeto Arquitetônico

É do escritório Collaço & Monteiro o projeto arquitetônico do Miss Silvia Morizono. Uma característica já marcante de edifícios do tipo e adota pelos responsáveis são os andares livres de pilares internos, com vãos livres entre o núcleo e a fachada que vão de 12 a 16,5 metros, permitindo qualquer tipo de configuração de mesas e salas.

Miss Silvia Morizono edifício sustentável
A recepção do prédio (Imagem: FBCom)

O principal desafio, de acordo com o diretor do escritório, Roberto Collaço, foi estabelecer um projeto de destaque visual em uma avenida que já conta com diversos edifícios inovadores. Enfrentando uma limitação de altura em função da lei de zoneamento da cidade, a opção foi pelo prédio recuado, com a grande e convidativa praça à frente.

“Desta forma, optou-se em desenvolver um projeto com o recuo frontal de 40 metros, criando um grande espaço de uma praça e preservando grande quantidade de árvores existentes no local. Deveria ser um edifício que se destacasse na avenida, uma vez que sua visibilidade de outra forma ficaria comprometida pelos edifícios já existentes na esquina da Faria Lima com a Juscelino Kubitschek”, explica Collaço, citando o movimentado cruzamento onde se localiza o Miss Silvia Morizono.

Do lado de fora, a elegante fachada com estruturas metálicas tem função não apenas estética, mas contribuiu também para o conceito sustentável do prédio. “Utilizamos vidros de alta performance, laminados com qualidade e fatores técnicos que atendem a proteção solar e com isso geram a redução de energia necessária ao sistema de ar condicionado”, relata o arquiteto.

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Uma grande praça pública está na frente do edifício (Imagem: FBCom)

Mobilidade contemplada

Uma melhoria recente do edifício, que não foi avaliada na certificação mas contribui com as qualidades sustentáveis pretendidas, foi o bicicletário híbrido inaugurado no último mês. “Híbrido” porque pode ser usado de forma permanente ou rotativa. Algo que a CCP implementou depois de observar o comportamento dos usuários em outros locais do tipo.

“Descobrimos que muitos profissionais deixavam de usar a bicicleta devido à falta de vagas. Mas o problema não era a falta de espaço, e sim a existência de um número significativo de bicicletas de uso esporádico, que pernoitavam desnecessariamente no estacionamento, elevando a ocupação ao nível máximo. Diante da situação, a CCP reconfigurou seus projetos de bicicletário, implantando espaços diferenciados, com vagas rotativas e vagas permanentes”, explica a incorporadora.

Bicicletário Miss Silvia Morizono
Bicicletário de uso misto dá mais uma opção de deslocamento aos ocupantes do prédio (Imagem: Divulgação/CCP)

No uso permanente, com 15 vagas disponíveis, os usuários pagam mensalidade e têm um armário à disposição. Já o uso rotativo tem 62 lugares disponíveis e é gratuito, conforme a vacância. Há ainda vestiário exclusivo, controle de acesso com sistema biométrico e área de manutenção das bikes, entre outros recursos.

A medida teve boa recepção, garante a CCP: “a disponibilidade permanente de vagas rotativas e a operação mais organizada geraram vários ganhos, como o maior conforto ao ciclista e o aumento médio de 50% no número de usuários”.

Histórico

Esse é o sexto edifício administrado pela CCP que obtém a certificação LEED do GBC. JK1455, CEO, Faria Lima Financial Center, JK Financial Center e Faria Lima Square e são os outros casos. Nos três últimos, também em parceria com o escritório Collaço e Monteiro. “A CCP sempre optou por um projeto sustentável e em todos os projetos corporativos que desenvolvemos atendem este requisito”, lembra Roberto Collaço.

Para a incorporadora, o benefício para quem ocupa edifícios reconhecidamente sustentáveis não vem apenas em forma prestígio, ou mesmo de economia de energia. Toda a sustentabilidade envolvida gera ainda outros ganhos indiretos. “Estima-se, que, em média, os chamados prédios verdes ofereçam valores de condomínio mais baixos do que edifícios convencionais. Essa diferença decorre, especialmente, dos ganhos com a redução de consumo de energia, água e custo operacional do imóvel”, aponta a empresa.

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