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Governadores do Distrito Federal e São Paulo comentaram suas ações para combater a escassez hídrica no Fórum Mundial da Água.

Torneira
16% das cidades brasileiras estão sob risco de falta d’água (Foto: Pedro França/Agência Senado)
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Dos 5.570 municípios brasileiros, 16% estão correndo algum risco relacionado ao abastecimento de água. O número foi apresentado pelo pelo ministro da Integração Nacional Helder Barbalho, no Fórum Mundial da Água, em Brasília.

O número, na verdade, corresponde às cidades que pediram ajuda do governo federal nos últimos 180 dias para lidar com problemas de estiagem. Há outras que estão sob risco mas não necessariamente recorreram a Brasília.

Racionamento

O próprio Fórum, alias, acontece numa cidade que passa por dificuldades hídricas. Brasília, assim como o restante do Distrito Federal, passa por um racionamento há mais de um ano. Desde então, foi observada uma redução no consumo e o aumento dos níveis dos principais reservatórios (Santa Maria e Descoberto), mas não o suficiente para que o governo de Rodrigo Rollemberg suspendesse a medida de austeridade.

Segundo o governador, um financiamento de R$ 20 milhões foi obtido para obras de saneamento, tratamento de água e infraestrutura de drenagem pluvial, visando tornar o Distrito federal menos dependente das chuvas.

A situação foi mostrada durante o painel “Crise Hídrica no Brasil”, que mostrou a representantes de mais de 170 países as soluções aplicadas pelos governos do Distrito Federal e São Paulo no enfrentamento à crise hídrica.

Distrito Federal
Distrito Federal está em regime de racionamento desde o início de 2017. (Foto: Wilson Dias – Agência Brasil)

No “case” paulista, esteve a reação à crise de 2014, que deixou boa parte da população desabastecida. Nesse ano, choveu metade do registrado no ano de 1953, até então o de maior seca. Com campanhas de conscientização, redução de pressão nas bombas e utilização do volume morto dos reservatórios, o governo paulista administrou a situação até que as chuvas voltassem aos níveis mais altos.

Apesar da melhora, houve diversas críticas à atuação do governo de Geraldo Alckmin na ocasião, fosse pela utilização de água de qualidade duvidosa do volume morto, pela falta de planejamento para lidar com a crise ou pela falta de transparência. Passado o pior momento, obras foram feitas para desviar água de outras bacias para o sistema Cantareira, que abastece parte da região metropolitana de São Paulo.

“É um grande desafio, e custa dinheiro. Nós ainda precisamos de financiamento e recurso para investir em saneamento básico: água tratada, esgotamento e coleta”, disse Alckmin, que está lançando candidatura à presidência da República.

Gestão hídrica no Brasil

Apesar de ter 12% do volume de água doce disponível no mundo, o Brasil passa por sérios desequilíbrios hídricos, como mostram os exemplos do Distrito federal e de São Paulo. Em parte, eles ocorrem porque boa parte dessa água se localiza na região Norte, onde vive apenas 3% da população brasileira, e nas regiões mais povoadas há uma disponibilidade menor, segundo Virgínia Sodré, da empresa de gestão ambiental Infinitytech.

De acordo com a especialista, embora essa situação seja conhecida e venha de muito tempo, pouco foi feito ao longo dos anos para se preparar para as temporadas sem chuvas. Pelo contrário, ainda se cuida mal da água disponível. “Cerca de 40% da água usada no Brasil é desperdiçada. O equivalente a R$ 8 bilhões, que é mais do que os R$ 7 bilhões que se investe, anualmente, em saneamento”, descreve Virgínia, que comentou o atual cenário hídrico brasileiro na reportagem que abriu os conteúdos do Going GREEN Brasil para a Semana da Água.

No Fórum Mundial da Água, Geraldo Alckmin defendeu que não haja tributação sobre a gestão hídrica e saneamento. Assim, se incentivaria maiores investimentos na área. “A minha proposta é que não haja tributação sobre saneamento básico, para que esses recursos ajudassem no investimento de garantia da segurança hídrica e saneamento”, aponta.

Já o presidente Michel temer afirmou que seu governo trabalha em uma proposta de modernização do marco regulatório do saneamento básico, publicado em 2007 mas ignorado por boa parte das cidades. Ele não deu, no entanto, previsão de quando o documento deve ser levado ao Congresso.

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