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Com programas de incentivo, estado catarinense já tem o maior número de unidades geradoras per capita do país.

Painel fotovoltaico

Mesmo sendo um dos menores estados brasileiros em extensão territorial, Santa Catarina vem se destacando no volume de utilização de energia solar. O Estado é o quarto com o maior número de unidades de geração distribuída – em que a energia elétrica é gerada na própria unidade consumidora -, ficando atrás apenas de Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul, de acordo com levantamento divulgado pelo Diário Catarinense.

Na geração distribuída de energia elétrica, a fonte utilizada não é necessariamente a radiação solar, mas, dos 24,7 mil sistemas do tipo instalados no Brasil, 24,6 mil funcionam a partir de painéis fotovoltaicos. Veja abaixo o ranking de instalações por estado:

EstadoUnidades consumidoras com geração distribuída
Minas Gerais5,206
São Paulo4.759
Rio Grande do Sul2.890
Santa Catarina2.230
Rio de Janeiro1.831
Paraná1.643
Ceará840
Espírito Santo712
Goiás552
Bahia542

Com o quarto maior número do país, Santa Catarina tem também a maior quantidade de sistemas de geração distribuída per capita. O instituto Ideal, que promove o uso de fontes limpas de energia, é uma das organizações do setor que escolheram o estado para basear suas operações.

“Fora o próprio instituto, que tem sede aqui e já faz um trabalho há 10 anos, a UFSC é referência neste setor, com o primeiro laboratório solar do Brasil. Muitas pessoas vêm para cá conhecer essas novas tecnologias. Além disso, tem a própria Engie, que é global, mas a sede é aqui, a Weg, o BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul), o Badesc (Agência de Fomento). Então, temos Estados em melhores condições de sol que nós, mas criamos esse “caldo” que faz com que a gente se destaque”, comentou o diretor do Instituto, Mauro Passos, ao Diário Catarinense.

Contribuem nesse processo programas de incentivo como o projeto Indústria Solar, da Federação das Indústrias de SC (Fiesc), em parceria com a Engie e a Weg, que facilita a aquisição de sistemas de captação de energia solar por pessoas físicas e empresas. São 2,3 mil inscritos em quatro meses apenas. Outra iniciativa, o Bônus Fotovoltaico das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), maior distribuidora de energia do Estado, deu subsídio de 60% na instalação de equipamentos fotovoltaicos e recebeu 11 mil inscrições em uma semana.

Geração distribuída no Brasil

Um estudo realizado pela Greener com 552 companhias de integração de energia no Brasil  entre novembro de 2017 e janeiro de 2018  constatou que o mercado de geração distribuída brasileiro gerou R$ 1,47 bilhão no ano passado – valor que inclui a importação de equipamentos para geração de energia. Apesar disso, a geração distribuída representa apenas 1,6% de toda a geração de energia fotovoltaica no país.

Outro estudo, esse realizado pelo Núcleo de Avaliação de Políticas Climáticas da PUC-RS, indicou que, em setembro do ano passado, 1.478 cidades brasileiras tinham unidades fotovoltaicas instaladas. Curiosamente, foi constatado também que cidades com menor incidência de radiação solar são as que mais procuram a energia fotovoltaica, enquanto os municípios em áreas mais propícias usam em menor proporção.

Recentemente, foi constatado também que cresceu o uso de energia solar pelas empresas no Brasil, nos modos de micro e minigeração de energia. Clique aqui para ler os detalhes.

No total, a produção de energia solar no Brasil é de pouco mais de 1 GW, número que deu um salto em 2017, mas ainda representa uma pequena parcela da matriz energética brasileira – a energia eólica, por exemplo, já soma 13 GW de capacidade instalada.

Fonte: Diário Catarinense

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