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Cuidar da iluminação, vegetação e ventilação não só contribui para a sustentabilidade, como ainda torna os colaboradores mais produtivos

É uma realidade para a grande maioria das pessoas passar a maior parte do tempo em que estamos acordados no trabalho. É no ambiente profissional, qualquer que seja ele, que travamos os contatos sociais mais frequentes, sentamos na mesma cadeira, utilizamos um computador ou mesmo nos movimentamos. O ambiente corporativo, que reúne boa parte dos trabalhadores, é decisivo para a qualidade e vida para cada um, e não é à toa que cresceu muito nos últimos anos a demanda por espaços que tragam um bem-estar a quem frequenta.

A sustentabilidade é parte fundamental desse processo, e os edifícios sustentáveis – seja do ponto de vista energético, hídrico ou mesmo em termos de conforto para o profissional – são cada vez mais populares – são milhares de prédios no Brasil já com alguma certificação para green buildings. E o resultado dessas práticas é visível: há diversos estudos comprovando que ambientes de trabalho agradáveis e sustentáveis favorecem as funções cognitivas das pessoas, gerando colaboradores mais felizes e produtivos.

Como, então, criar um ambiente de trabalho propício para esse desenvolvimento? A GB&D Magazine selecionou algumas dicas que podem funcionar em qualquer parte do mundo. Veja:

Luz do dia

Atlas Workspace
Ambiente interno na Atlas Workbase permite modulação na luz, alem de usar uma extensa parede para iluminação natural (Facebook/Atlas Workbase)

Não é só uma questão de economizar energia. Criar um ambiente que aproveite a iluminação natural vai tornar o próprio local de trabalho mais agradável. Luzes artificiais fortes incomodam a vista, geram calor e podem dar dores de cabeça. Por isso, janelas amplas, planejamento das fachadas e bom posicionamento em relação aos pontos cardeais são fundamentais no planejamento de um prédio ou escritório.

A importância é até mesmo biológica. Todas as pessoas têm um ritmo circadiano de produção de hormônios em um ciclo diário, que é influenciado pela quantidade de luz a que somos expostos. Por isso, mesmo em caso de necessidade de iluminação artificial, há técnicas para utilizar tecnologias e cores que sejam benéficas ao organismo. A luz azul, por exemplo, pode ser benéfica durante o dia, mas à noite pode machucar a retina humana.

Uma central de coworking em Seattle, a Atlas Workbase utilizou os princípios circadianos para criar seu sistema de iluminação, uma vez que só tinha uma parede disponível para gera entrada de luz natural. Controles que mudam gradualmente a intensidade do brilho das lâmpadas e mudam a tonalidade conforme o passar do dia são parte importante da solução encontrada

Pense na qualidade do ar

Gráfico mostra as alterações na função cognitiva de acordo com a qualidade do ar. Em marrom, verde claro e escuro estão, respectivamente, os resultados para ambientes convencionais, “verdes” e muito verdes (Environmental Health Perspectives)

Acredite: mesmo a qualidade do ar que se respira influencia diretamente no rendimento profissional dos colaboradores de uma empresa. Isso foi constatado num estudo de Harvard que você pode ler clicando aqui. Os organizadores da pesquisa constataram que as funções cognitivas dos ocupantes de um determinado número de prédios melhoram significativamente quando se está sob as condições adequadas da qualidade do ar.

 

A nova sede da Bloomberg em Londres (Imagem: Divulgação/Bloomberg)

Para cuidar desse aspecto, é fundamental ter os sistemas de ar condicionado com a manutenção em dia e filtros limpos. Notar se há fontes de poluição dentro do prédio e qual é o nível de umidade. Soluções simples que farão uma boa diferença de forma imediata.

 

No caso de prédios que ainda estão sendo projetados, há a chance de realizar processos ainda melhores. Unir designers de interior e os engenheiros envolvidos na construção é fundamental para criar ambientes focados no bem-estar humano e permitindo a entrada de ar externo na medida certa, sistemas de filtragem e também de retirada de partículas nocivas no ar. O novo prédio da Bloomberg em Londres, por exemplo, tem, além e fachadas ventiladas, detectores de dióxido de carbono que muda o fluxo da ventilação conforme o nível de ocupação do edifício.

Considere um telhado verde

Trata-se de uma dica quase óbvia, mas esquecida pela grande maioria. Telhados verdes não só mantêm o calor dentro dos edifícios nas estações mais frias e absorvem a luz do sol nas quentes, como também filtram a água da chuva recebida na cobertura, impedindo que partículas poluidoras cheguem a encanamentos. Com tudo isso, contribui para um uso menos frequente do ar-condicionado e a poluição que ele muitas vezes leva aos ambientes internos.

Telhado verde na sede da Cia. Hering, em Blumenau (Foto: Divulgação/Hering)

Além desses benefícios, telhados verdes podem ser aproveitados como ambiente de descanso e até para um happy hour. Estar perto de vegetação natural sempre faz bem para a respiração humana, e tê-la por perto também no ambiente profissional não só ajuda os pulmões da equipe, como também deixa qualquer dia de trabalho mais agradável. Não é à toa que cidades como Blumenau já perceberam essas vantagens e adotaram leis que incentivam o uso dos telhados verdes.

Invista em um design biofílico

Design biofílico
(Wikicommons/Ohalo)

Se ter plantas no topo do edifício já é altamente benéfico, por que não trazê-las também para o próprio ambiente interno? O design biofílico é tendência em edifícios sustentáveis e, além de proporcionar uma bela decoração, leva para perto dos colaboradores e para todas as horas do dia de trabalho os benefícios da presença de vegetação. Filtragem do ar e absorção da luz são dois aspectos básicos que melhoram o bem-estar de quem está no ambiente.

Na sede da companhia de comércio eletrônico Etsy, em Nova York, há paredes verdes, terraços planejados, e até mesmo divisores de baias verdes. Cuidar das plantas é fácil: um reservatório de água da chuva é usado para regá-las. O resultado foi um ambiente que passou a servir de benchmarking no Living Build Challenge, certificação para edifícios que privilegia sua ligação sustentável com a natureza.

Instale ventiladores HVLS

Ventilador HVLS
(Flickr/JD Hancock)

Com certeza você já esteve em ambientes que talvez não fossem poluídos, mas pareciam abafados e com pouca ou nenhuma circulação de ar. Ou mesmo com ventos descontrolados gerados por ar-condicionado e ventiladores utilizados de forma desproporcional. Tudo isso contribui para um mal-estar, seja ele gerado por resfriamento excessivo, muito barulho da ventilação ou calor em função da pouca circulação de ar.

Ventiladores HVLS (high-volume low-speed, ou alto volume e lenta velocidade) são uma solução indicada por muitos especialistas. Com abas longas e posicionados a uma boa altura, eles vão gerar um fluxo contínuo de ar que chega à altura dos ocupantes como uma brisa leve. Com tecnologia simples, eles apresentam também bom custo-benefício e economia de energia.

Um estudo recente da Sociedade Americana de Engenheiros de Aquecimento, Refrigeração e Ar-condicionado concluiu que é possível reduzir quase pela metade os custos com climatização usando esses ventiladores. E sem uma contrapartida de barulho alto ou fluxos incômodos de ar. Basta instalar o termostato um pouco acima dele e deixar que as abas espalhem o ar refrigerado pelo ambiente. Será necessário um uso bem menor do ar-condicionado dessa maneira.

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