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Serão 20 mil bikes espalhadas pela cidade a partir de julho, em um sistema totalmente operado via smartphone

São Paulo vai receber um novo sistema de compartilhamento de bicicletas, com 20 mil bikes colocadas à disposição da população a partir de julho. A novidade foi anunciada pela Yellow, empresa fundada no ano passado por Eduardo Musa, que esteve à frente da Caloi por mais de 15 anos, e Ariel Lambrecht e Renato Freitas, fundadores do aplicativo de transporte privado 99.

O sistema da Yellow será totalmente operado via smartphone e no sistema dockless – sem estações fixas de parada para devolução e aluguel das bikes. Ou seja, o usuário deixa a bicicleta onde quiser, e o próximo a utilizá-la deve realizar o destravamento via aplicativo. Para evitar roubos, foram empregadas tecnologias como selim antifurto, ausência de marchas, pneus sem câmaras de ar e sistema GPS – também utilizado para os usuários encontrarem as bikes mais próximas de sua localização.

O uso das bicicletas será pago, em um valor que ainda não foi anunciado. Mas os idealizadores garantem que a ideia é ter um serviço de baixo custo – “bem mais em conta que a tarifa do transporte público (R$ 4)”, segundo Eduardo Musa afirmou em entrevista à Folha de S. Paulo. Um sistema de preço dinâmico, semelhante ao visto no Uber, deve ser utilizado, e as formas de pagamento poderão incluir cartão de crédito, bilhete único e cobrança posterior na fatura de telefones celulares.

 

Bicicleta Yello
Modelo da bicicleta utilizado será simples e com peças pouco atrativas para ladrões. (Divulgação/Yellow)

 

A inspiração para o novo serviço veio da China, onde startups semelhantes alcançaram um grande número de pessoas. “O surgimento das startups de bike sharing foi responsável por um crescimento de mais de 50% no uso desse modal de transporte na China. Existem estimativas de que o trânsito em Pequim caiu 5% após o lançamento das bicicletas compartilhadas”, comenta Ariel Lambrecht.

As 20 mil bikes serão inseridas na cidade aos poucos, priorizando áreas próximas a estações e metrô. A ideia é que o modal seja o primeiro ou último meio usado no transporte da população, cobrindo distâncias relativamente curtas, com até 2 quilômetros, representando economia de tempo sobre um ônibus ou uso de carro nessa etapa. Posteriormente, a meta da Yellow é chegar a 100 mil bicicletas na capital paulista.

Para garantir o bom estado dos equipamentos, a nova empresa terá “patrulhas periódicas” para mapear as bikes, realizar as manutenções necessárias e redistribuir sua localização pelas ruas, garantindo que atendam pontos estratégicos da cidade.

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