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Fontes hidrelétrica e eólica de energia são as principais responsáveis pelo resultado alcançado no país europeu

Lisboa
A cidade de Lisboa (Flickr/Alexander De Leon Battista)

Portugal alcançou, no mês de março, o que deveria ser objetivo de todo país preocupado com a produção sustentável de energia. O país europeu produziu mais eletricidade a partir de fontes renováveis do que consumiu energia elétrica em todo o território nacional. Quem afirma são a Associação Portuguesa de Energias Renováveis (Apren) e a Associação Sistema Terrestre Sustentável (Zero), que cruzaram seus próprios dados com os divulgados pelas Redes Energéticas Nacionais (REN) portuguesas.

A energia elétrica produzida a partir de fontes renováveis atingiu os 4.812 GWh no terceiro mês do ano, enquanto todo o consumo português no mesmo período foi de 4.647 GWh – ou seja, a produção limpa correspondeu a 103,6% do consumo. A melhor marca já verificada antes disso foi em fevereiro de 2014, com taxa de 99,2%. No ano passado, a produção renovável representava apenas 50% da demanda por eletricidade.

A energia gerada em estações hidrelétricas foi responsável por 55% do total da produção em março. O alto volume de chuvas, aliás, foi considerado como grande responsável pela marca atingida por Portugal. Já a energia eólica respondeu por 42% do total consumido.

Houve, é verdade, o uso paralelo de energia “suja”. “Houve alguns períodos em que centrais térmicas fósseis e/ou a importação foram chamadas a completar o abastecimento das necessidades elétricas em Portugal, fato que foi plenamente contrabalançado por períodos de muito maior produção renovável”, explicam a Apren e a Zero. Houve, segundo as entidades, um período de 70 horas, com início no dia 9, em que o consumo foi totalmente assegurado por fontes renováveis.

A produção excedente permitiu ainda que Portugal exportasse uma quantidade de energia elétrica correspondente a 19% de seu consumo (878 GWh).

Otimistas com o futuro, a Apren e a Zero consideram fundamental que o incentivo do uso cada vez maior de fontes renováveis na geração de energia, junto a a políticas públicas nacionais e o quadro europeu designado por “Energia Limpa para Todos os Europeus” que está atualmente em fase final de decisão, venham permitir a Portugal cumprir os seus objetivos ambientais. Eles incluem alcançar a neutralidade na emissão de carbono em 2050, assegurar uma forte expansão da energia solar e garantir a “descarbonização” do país através da procura crescente de eletricidade no setor dos transportes e no setor do aquecimento e arrefecimento.

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