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País é o 1º da América Latina e 4º no mundo quando o assunto é quantidade de energia elétrica gerada por fonte eólica.

Uruguai gerou pouco mais de 40% de energia eólica durante o mês de março
Foto: Aguaclara

O Uruguai deu um grande salto para o desenvolvimento sustentável no último mês de março. A energia eólica se tornou a primeira fonte de geração de eletricidade no País, lugar que antes era da hidráulica. A energia eólica gerou pouco mais de 40% do total durante o período, enquanto quase 39% vêm através da água, 9% de biomassa de resíduos florestais e casca de arroz, 7% de energia térmica e menos de 5% da energia do País são geradas por recursos fotovoltaicos. Os dados são da Administração Nacional de Usinas e Transmissões Elétricas (UTE), empresa elétrica do Uruguai.

No fim do ano passado, o Governo do Uruguai instalou mais parques eólicos que ajudaram a alcançar e se aproximar ainda mais das metas propostas para 2020 em energias renováveis, estabelecidas na Política Energética (2005 a 2030) da nação. Hoje, são 43 centrais de geração, capazes de abastecer mais de 35% da população do País.

Em uma década, o Uruguai tornou-se o país com maior proporção de eletricidade gerada a partir da energia eólica na América Latina e quarto no mundo, segundo o relatório “Renovable 2017: Report Global”, elaborado pela REN 21. Confira gráfico abaixo.

Renovable 2017: Report Global", elaborado pela REN 21
Fonte: Renovable 2017: Report Global”, elaborado pela REN 21

Com estas ações, foi possível reduzir a vulnerabilidade às mudanças climáticas e às crescentes secas que afetam as hidroelétricas, bem como reduzir os custos de geração e cumprir os compromissos firmados em fóruns internacionais como Paris e Marrocos.

Atualmente, mais de 95% do Uruguai é abastecido com energias renováveis: hidroelétrica, solar, biomassa e eólica. Para alcançar tais números, foi necessário investir US $ 2.700 bilhões na mudança da matriz energética, dos quais US $ 1.800 bilhões foram destinados a infraestrutura para energia eólica.

O progresso da energia eólica no País foi feito graças a um conjunto de medidas e condições favoráveis: um esquema de benefícios fiscais, a disponibilidade de recurso eólico, processos competitivos de contratação transparentes, forte rede de infraestrutura viária, portuária e eletricidade e, essencialmente, um consenso político-social que garanta a continuidade e solidez do desenvolvimento energético como prioridade do Estado.

 

 

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