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Casa Viva, tema principal da Casa Cor neste ano, busca conceitos de integração e convívio com a natureza. Edição paulista ocorre até o final de julho.

Arthur Casas - SysHaus
Arthur Casas – SysHaus. Foto: Filippo Bamberghi/Casa Cor.

A Casa Cor São Paulo – uma das maiores mostras de arquitetura, design e paisagismo do País – dá início hoje (22 de maio) à sua 32ª edição. Neste ano, o tema principal da mostra permeia o conceito da Casa Viva, que visa à criação de ambientes que incentivam a experiência, integração e o convívio com a natureza.

A ideia vem fundamentada em conceitos que já são conhecidos pela maioria, como a biofilia. O significado de biofilia é amor à vida e traduz um instinto que temos de conexão com a natureza. É, por exemplo, o desejo de ter plantas e animais de estimação dentro de casa.

“Nós observamos de forma muito próxima o que os visitantes da Casa Cor buscam. E, sem dúvidas, o que mais se procura hoje é o contato e a experiência de convívio com a natureza. Tudo o que o digital, de certa forma, vem desfiando aos poucos”, diz Lívia Pedreira, diretora superintendente da Casa Cor. “A mostra oferece esta possibilidade do encontro com as sensações, com o outro, com as novidades e com a inspiração. Isso nos levou a refletir sobre o tema de 2018”, afirma.

Para Lívia, a rotina incessante das grandes cidades faz com que as pessoas estejam desconectadas da natureza. No entanto, há movimentos e tendências que estão recolando essa interação com o verde como uma necessidade prioritária nas nossas vidas. “A casa sempre foi uma espécie de refúgio para nós, além de um espaço para celebrar laços de afeto com a família e amigos. Mas, hoje, ela também promove a conexão com a natureza”, diz a diretora.

Proposta da Casa Viva

Paola Ribeiro - Casa Terra Casa Cor
Paola Ribeiro – Casa Terra. Foto: MCA Estúdio/Casa Cor.

Na edição de 2017, a Casa Cor trouxe como tema principal o foco no essencial. Neste ano, há uma sensação de que os conceitos se misturam e continuam seguindo o mesmo caminho. A Casa Viva é a continuação do foco no essencial. Segundo Pedro Ariel Santana, diretor de conteúdo e relacionamento da Casa Cor, o evento obteve respostas dos arquitetos que participaram no ano passado sobre o que era essencial para eles. O consenso notado tinha a ver com a identidade e origem de cada um, bem como suas formações e crenças. “Tem a ver com a vida, não necessariamente humana, dentro de casa. A Casa Viva é um pouco do resumo destas construções de imagens e respostas às crises que estamos passando”, afirma o diretor.

A Casa Viva já está na base da arquitetura moderna, afinal, a natureza também se mescla com este campo de criação. Não existe um confronto entre os dois conceitos e, sim, um convívio silencioso e respeitoso. “Este contato, segundo os especialistas em biofilia, favorece nosso bem-estar e saúde”, diz Lívia.

A proposta é que o tema dê um norte aos profissionais que vão compor a Casa Cor em 2018, de maneira que todos estejam sintonizados com o que está ocorrendo entre as principais tendências mundiais. Entretanto, sempre preservando o toque individual de cada arquiteto, designer de interiores e paisagista. “A Casa Viva é um espaço camaleônico, adaptável às novas formas de convívio. A finalidade principal é que nossos profissionais apostem ainda mais na convivência com a natureza. Observamos que este é um movimento que veio para ficar”, afirma Lívia. Segundo ela, os espaços de maior sucesso na Casa Cor 2017 já apresentavam este propósito.

Casa Cor São Paulo 2018

O evento este ano tem duração de nove semanas, sendo uma semana a mais do que a última edição em 2017. A Casa Cor São Paulo ocorre de 22 de maio a 29 de julho e a expectativa é de receber um público de 110 mil pessoas ao todo. São 17 mil m² de área total (aproximadamente) ocupada no Jockey Club e 110 profissionais participantes, entre arquitetos, designers de interiores e paisagistas.

Neste ano, 81 espaços estão em exposição, entre casas, lofts, estúdios, ambientes exclusivos e duas instalações especiais, além de 20 áreas verdes, incluindo jardins, praças e terraços. O evento assumiu um compromisso de sustentabilidade com o Jockey Club de somente aprovar construções secas, que causam baixo impacto ambiental.

Alexandre Furcolin - Paisagem do Refúgio Urbano Casa Cor
Alexandre Furcolin – Paisagem do Refúgio Urbano. Foto: Evelyn Muller/Casa Cor.

Mais informações podem ser conferidas no site oficial da Casa Cor.

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