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Paulistanos demonstram que ainda há um longo caminho a percorrer quando o assunto é adoção de práticas sustentáveis. Porém, parte da população mais instruída já sabe que a conscientização é um passo importante para a sustentabilidade.

Pesquisa revela práticas sustentáveis de paulistanos
Pesquisa revela práticas sustentáveis de paulistanos

No dia 13 de junho, a Rede Nossa São Paulo, em parceria com o IBOPE Inteligência, anunciou os resultados da pesquisa “Viver em São Paulo – A cidade e o meio ambiente”. O levantamento traz dados que demostram qual é a relação dos paulistanos com práticas sustentáveis e com o bem-estar do meio ambiente.

Quase metade da população critica negativamente a preservação de parques e praças, mais da metade dos paulistanos separa os resíduos recicláveis e a maioria dos respondentes se diz favorável à limitação da circulação de veículos em São Paulo.

Saiba quais são as principais práticas sustentáveis reveladas pelos paulistanos:

Preservação de áreas verdes

Cerca de metade dos moradores da cidade de São Paulo avalia negativamente a preservação e manutenção de praças e parques em suas regiões. Apenas 11% (somados) consideram as condições boas ou ótimas, enquanto 48% avaliam como ruim ou péssima. Já 41% disse que a preservação das áreas verdes é regular. Vale ressaltar que quanto maior a idade e o grau de escolaridade do entrevistado, maiores foram as críticas feitas.

Separação de materiais recicláveis

Separação correta de lixo é fundamental para a continuidade da reciclagem
Separação correta de lixo é fundamental para a continuidade da reciclagem

Em relação à separação de materiais recicláveis dos não recicláveis, o estudo apontou que 57% dos paulistanos fazem a separação de recicláveis e não recicláveis, enquanto 42% não têm esta prática – quase 2% não souberam responder. Os dados mostram que quatro em cada 10 pessoas não possuem este hábito. Uma curiosidade é que a proporção dos que separam o lixo aumenta quando focada nos respondentes mais velhos e instruídos.

Em 2016, São Paulo produziu cerca de 5,5 milhões de toneladas de resíduos. Deste total, 66% é oriundo do resíduo domiciliar, enquanto a coleta seletiva representa apenas 1,6%. Segundo dados oficiais da coleta seletiva da cidade, em 2017 foram 87.893,41 toneladas recolhidas. De acordo com o plano de metas 2017-2020 elaborado pela atual administração municipal, o objetivo é ampliar e otimizar a coleta seletiva, reorganizando a área coberta pelas concessionárias e cooperativas, o que pode ampliar o volume coletado em 127% (cerca de 108 mil toneladas) até 2020.

A pesquisa também demonstra que a coleta do material reciclável separados em residências é feita, em sua maioria, pelos caminhões da Prefeitura que circulam nas ruas da cidade (38%), seguidos por catadores de rua (28%). Cerca de 15% dos participantes levam os resíduos recicláveis pessoalmente – ou por alguém residente da mesma casa – a um ponto de reciclagem e 12% é recolhido por cooperativa ou associação.

Circulação de veículos

Maioria se diz favorável à adoção de medidas que limitam o uso de carros
Foto: pxhere

Pouco mais de 3/4 dos paulistanos são favoráveis à adoção de medidas que limitam a circulação de veículos para diminuir a poluição da cidade. São 76% a favor e 20% contra – 4% não souberam responder. Um dos motivos que podem explicar este alto percentual é o fato de que 59% – número referente ao ano de 2017 – disseram ter tido problemas de saúde por causa da poluição do ar na cidade de São Paulo.

Entre os participantes que são favoráveis ao limite de circulação de veículos, 30% apontam que a medida mais eficaz é a inspeção veicular ambiental – que verifica os níveis de gases, poluentes e ruídos dos automóveis; 21% acham que a melhor opção é limitar a circulação de veículos em algumas ruas e avenidas do centro expandido da cidade; 16% disseram ser a favor da ampliação do horário de duração do rodízio; 13% sugerem que o rodízio de cada carro deveria ser de dois ou mais dias; 11% acreditam que ampliar a área do rodízio considerando o centro expandido e ruas de bairros e periferias é uma boa medida; e, por fim, 4% sugerem cobrar pedágio urbano pra entrar e circular de carro no centro expandido.

Hábitos de consumo

Quase cinco de cada 10 cidadãos paulistanos afirmam que com certeza deixariam de consumir produtos que geram prejuízos ambientais e sociais. Falando sobre seus hábitos de consumo de modo geral, 46% com certeza deixariam de consumir produtos que agridem o meio ambiente – grupo que também tem uma maior consciência sustentável, realizando, inclusive a separação de materiais recicláveis. Talvez deixassem de consumir e não deixariam de consumir representam 40% e 12%, respectivamente.

Dados da pesquisa

Cerca de 800 entrevistas foram feitas com moradores de São Paulo, que possuem de 16 ou mais anos. A pesquisa foi feita em todas as regiões da cidade entre os dias 5 e 22 de abril de 2018.

Confira a pesquisa completa clicando aqui.

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