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Yellow e SCOO chegam a São Paulo com novo conceito de mobilidade e oferecem compartilhamento de bicicletas e patinetes elétricos.

Yellow oferece serviço de bicicletas compartilhadas e melhora a mobilidade da cidade
Yellow traz um novo serviço de compartilhamento de bicicletas. Foto: Yellow/Divulgação

Desde o último mês de agosto, os cidadãos da capital paulista têm opções a mais para seu meio de transporte e que melhoram a mobilidade de algumas regiões. Yellow e SCOO chegaram praticamente ao mesmo tempo com intuito de incluir bikes compartilhadas com o método dockless – ou seja, sem estação fixa e que ficam espalhadas pela cidade – e patinetes elétricos, respectivamente. Ambas contaram com parceiros por toda São Paulo para a implantação do serviço.

Atualmente a Yellow conta com mais de 2 mil bicicletas, desde sua estreia em 2 de agosto. Nesse período também foi implementado pontos privados para estacionamento das magrelas, auxiliando seus usuários a deixarem as bikes em locais mais adequados. O plano da startup é incluir até 20 mil bicicletas ainda em 2018 e chegar a 100 mil em 2019. O serviço custa R$ 1,00 a cada 15 minutos e em sua carteira virtual, no aplicativo, pode ser recarregada com valores de R$ 5,00 a R$ 40,00 com cartão de crédito ou em estabelecimentos parceiros com dinheiro.

Já a SCOO também iniciou a implementação de patinetes elétricos, contudo, o serviço ainda se encontra em fase de testes. São 100 unidades que vão circular pela Avenida Paulista, Faria Lima e Ibirapuera nesta fase inicial. O serviço – que estreou em 11 de agosto – contará com sistema via aplicativo, como outras empresas do mesmo segmento já fazem. O valor no uso dos patinetes será de R$ 1,00 com autonomia de 4 minutos e, após este tempo, acréscimo de mais R$ 0,25 por minuto utilizado. Para utilizar os serviços das startups, é preciso instalar os aplicativos que podem ser encontrados em lojas virtuais.

Para começar os serviços no Brasil, a capital paulista foi a principal escolha devido a vários motivos, entre eles, o fato de possuir diversas empresas e universidades, o que aumenta o potencial de clientes que podem se interessar pelo novo modal. Eduardo Musa, CEO e co-fundador da Yellow, lembrou que São Paulo foi uma das cidades pioneiras a se antecipar na legislação que incorpora os dois modelos de compartilhamento e de empréstimo – como os serviços do Itaú e Bradesco Seguro. “São Paulo é uma das poucas cidades a ter lançado uma legislação específica para o sistema de compartilhamento de bicicletas. Não é uma concessão, mas tem que respeitar uma série de regras e, certamente, quem começar primeiro vai aprender muito”, afirma.

Para a SCOO, a metrópole paulista possuí o principal mercado, onde a população aceita melhor os veículos elétricos. No entanto, assim como toda grande cidade, enfrenta problemas de mobilidade. “Nosso objetivo é oferecer aos paulistanos uma opção barata, prática e sustentável lançando esse novo modal. Os meios de transporte alternativos e inovadores são fundamentais para a melhoria da qualidade de vida de quem mora em megalópoles. É uma tendência mundial que trouxemos para o Brasil”, explica Maurício Duarte, sócio investidor da Seeds Capital – principal investidora do negócio – e porta-voz da SCOO.

Mobilidade urbana

Patinetes elétricos da SCOO na Av. Paulista
Serviços compartilhados não auxiliam apenas o trânsito, mas também ajudam com a saúde e agilidade no deslocamento. Foto: SCOO/Divulgação

Os projetos tiveram início nos principais pontos da cidade de São Paulo, onde há maior movimentação de trabalhadores, estudantes e cidadãos comuns. Bairros como Vila Olímpia, Faria Lima, Itaim Bibi e Ibirapuera – além da Avenida Paulista – foram pontos cruciais para a expansão desses serviços.

Até o momento, o público que tem se adaptado bem aos serviços da Yellow e SCOO são trabalhadores e estudantes que frequentam os grandes centros da capital e procuram os transportes como um meio para chegar mais rápido aos seus destinos. “Em São Paulo, testes mostraram que viagens integradas de bicicletas/patinetes e ônibus foram 22% mais rápidas que trajetos feitos por carro”, completa Maurício Duarte.

Eduardo Musa também informa que eram esperados nos períodos da manhã – entre 9h e 11h – e da tarde – entre 17h e 19h – um maior número de usuários, mas se surpreendeu com a utilização sendo feita na hora do almoço – entre 12h e 14h –, mostrando que o serviço de compartilhamento vem sendo aceito e, não só complementa o transporte público nos horários de pico, mas ajuda na mobilidade em geral pela cidade.

“Nos primeiros dias, mesmo sobre chuva, atingimos números de uso que esperávamos conseguir em menos de um ano. Quando abriu o sol, triplicou o uso diário”. E completa: “O que entendemos a partir disso é que a população tinha uma carência e, claro, lançamos em uma região que tem estrutura cicloviária montada.  Isso mostra que o Brasil tem uma cultura de bicicleta forte”, informa o CEO e co-fundador da Yellow.

O objetivo destes serviços vem se mostrando eficaz ao complementar o uso do transporte público, auxiliando seus usuários a chegarem mais rápido ao serviço, mas, também, ao melhorar o conceito de sustentabilidade na mobilidade urbana, uma vez que tira carros das ruas de grandes cidades e, ainda, incentiva os usuários a praticarem exercício físico. Musa informou que vem conversando com a Prefeitura de São Paulo para implementar o sistema de bilhete único aos serviços da startup.

Até o momento, o plano de distribuição das bikes e patinetes será feita por carros, sobretudo no centro expandido, mas tanto a Yellow e quanto a SCOO esperam que os próprios usuários se encarreguem de espalhar os serviços pela cidade – inclusive para bairros mais periféricos, onde os sistemas de bicicletas compartilhadas com estações raramente chegam.

Benefícios 

Diversas bicicletas estacionadas
Além de ajudar na mobilidade, as bikes Yellow também nos auxiliam com saúde e bem-estar Foto: Yellow/Divulgação

Além de trazer novos meios de mobilidade, estas iniciativas também ajudam a trazer benefícios à saúde. No caso das bicicletas, os pontos positivos que essa atividade agrega a vida do cidadão são enormes, tais como:

  • Mente sã – pedalar é um dos melhores antidepressivos para o estado emocional;
  • Coração mais resistente – andar de bike reduz o colesterol e diminui o risco de enfarte pela metade;
  • Costas melhores – esta atividade física estimula os músculos das vértebras dorsais a se estenderem e se comprimirem;
  • Joelhos fortes – pedalar ajuda os joelhos a se movimentarem mais, reforçando a proteção;
  • Afasta infecções – o exercício físico estimula o sistema imunitário e produz mais glóbulos brancos;
  • Poupa tempo e dinheiro – com a bicicleta o cidadão paga um valor inferior ao transporte público e não fica preso ao trânsito;
  • Transporte sustentável – meio de transporte mais sustentável, pois não emite gases de efeito estufa como carros, motos e ônibus, entre outros, movidos à combustíveis fósseis.

As bicicletas amarelinhas da Yellow são produzidas no Brasil e contam com pneus sólidos – difíceis de furar, dificultando roubos –, painéis solares – para recarga dos cadeados –, GPS, material em aço e outros equipamentos.

“O nosso propósito é promover um impacto positivo na cidade, revolucionando a mobilidade urbana que conhecemos. Assim, chegamos a São Paulo de forma gradual e responsável, em conformidade com todas as legislações aplicáveis ao negócio. Como pioneiros no serviço, na escala e no investimento, estamos liderando e financiando iniciativas necessárias para um ambiente seguro, claro e regulamentado para o cidadão”, afirma Eduardo Musa.

Os patinetes também não ficam atrás e representam uma nova opção de transporte alternativo, barato e sustentável. O patinete é diferente da bicicleta, pois é menor e com cerca de 10 kg, além de ser mais prático de manusear e estacionar. Outra vantagem é permitir que o usuário se desloque sem suar, benefício fundamental para pessoas de terno ou de vestido, por exemplo.

“O uso dos patinetes melhora a circulação das pessoa e o trânsito, incentivando os usuários a deixarem o carro em casa, principalmente para os trajetos de curta distância”, diz Maurício. Os patinetes elétricos podem chegar a uma velocidade máxima de  20 km/h, limite permitido nas ciclofaixas e vias da capital paulista.

Furtos e vandalismo

Bicicleta Yellow sem as rodas e virada de ponta cabeça
Yellow tem bicicletas depredadas ou furtadas, porém, empresa informa que pessoas que fazem isso são minoria e não pretendem mudar o estilo de distribuição das bikes. Foto: Yellow/Divulgação

Um dos maiores problemas encontrados durante a implementação dos serviços no Brasil está relacionado aos furtos e depredações dos produtos por pessoas que não sabem respeitar as boas iniciativas e acabam tentando tirar vantagem da situação. Mas nem tudo está perdido, em seus testes, ambas empresas têm se saído com bons resultados.

“Já disseram que a Yellow é a startup que acredita no brasileiro. E os números e as experiências que temos vivido nesses primeiros dias de operação só comprovam que estamos certos ao fazer isso. Nas duas primeiras semanas, já foram realizadas mais de 40 mil corridas com as nossas bicicletas em São Paulo, número melhor do que o esperado e que ultrapassa benchmarks globais”, conta Eduardo Musa.

Alguns casos de vandalismo e roubos já foram registrados pela empresa na cidade de São Paulo, porém, a Yellow ressalta que os números estão dentro do esperado e que não há alteração em seus planos. As bikes foram desenvolvidas para combater estes atos com peças exclusivas que não são adeptas a outros modelos ou marcas, tais como material feito de aço, parafusos que são feitos por encomenda, pneus que não têm câmera de ar e GPS.

O diálogo da empresa com as autoridades competentes, como as Polícias Civil e Militar e a Guarda Municipal, é muito próximo, assim como o trabalho com os “Guardiões Yellow”, que circulam todos os dias da semana pela cidade contribuindo para a melhor distribuição e posicionamento das bicicletas.

“Para cada foto ou ocorrência negativa, a gente tem milhares de pessoas usando bem o serviço e adotando a Yellow no seu dia-a-dia. Isso mostra que estamos no caminho certo e só aumenta o interesse em colocarmos um número ainda maior de bicicletas para atender cada vez mais o público”, diz Musa.

A SCOO ainda não teve problemas com perdas, furtos ou vandalismo. “A empresa está preparada para eventuais danos ou roubos, isso inclusive está previsto no nosso plano de negócios, entre 3% a 5% de perda”, finaliza Maurício Duarte.

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