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Montadoras trouxeram modelos de carros elétricos e híbridos para apresentação na feira. Sustentabilidade financeira e ambiental atrai os interessados.

salão do automóvel
Salão do automóvel acontece até domingo, dia 18. Foto: Estúdio WTF – Mário Águas

Um dos pilares do futuro da mobilidade urbana são os veículos eletrificados – ou seja, elétricos e híbridos. Esta tendência foi levada em peso para a 30ª edição do Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, maior feira do segmento na América Latina que acontece no São Paulo Expo até o próximo dia 18 de novembro – mais informações e ingressos no site oficial.

Diversas montadoras – entre elas Nissan, Chevrolet, Renault, BMW, Mitsubishi, CAOA Cherry, Kia Motors, Volkswagen, Audi, Mercedes-Benz e Hyundai – apresentam na feira modelos de carros elétricos e híbridos, a maioria já com previsão de vendas no mercado brasileiro no primeiro semestre de 2019. Além dos veículos em exposição, o evento promove o maior test drive de veículos elétricos do Brasil. A estimativa é que mais de 5 mil testes sejam feitos até o fim do evento.

De fato, é o Salão do Automóvel mais elétrico que já existiu. A cerimônia de abertura da feira, no dia 8 de novembro, teve a assinatura do programa Rota 2030, decreto que regulamenta o novo regime automotivo no País, estipulando regras para que as montadoras possam melhorar o consumo de combustível (eficiência energética) e a segurança dos veículos. Isso inclui incentivos aos modelos eletrificados.

“Acredito que as montadoras estão prontas para este novo mercado. Ainda é preciso melhorar a infraestrutura, além de reduzir os impostos. Mas é um começo importante e a partir de agora há de ter mais carros elétricos e híbridos rodando pelas cidades. É necessário ter uma demanda maior para que o custo possa baixar. Quanto mais unidades comercializadas, mais barato o preço final fica”, diz Gabriel Loureiro, diretor-técnico da Kia Motors do Brasil.

A Kia apresentou três modelos adaptados aos novos tempos nesta edição do Salão do Automóvel. O Soul EV, 100% elétrico, é o grande destaque do estande, que ainda expõe dois modelos híbridos. Todos são comercializados a partir do primeiro semestre. “Neste primeiro momento, os dois tipos vão andar em conjunto, até que novas tecnologias – principalmente de baterias – sejam desenvolvidas. O 100% elétrico não joga nenhum tipo de poluente na atmosfera, enquanto o híbrido, apesar de compartilhar o motor a combustão, também possui uma redução muito significativa na emissão de poluentes”, explica o executivo.

Visão global

carros elétricos são destaques
Bolt EV é o lançamento da Chevrolet. Foto: Divulgação/Chevrolet

A Chevrolet, marca que pertence a General Motors (GM), tem como visão global três pilares de mercado: zero emissões; zero congestionamento; e zero acidentes. Os carros elétricos fazem parte da primeira estratégia, por isso, a montadora lançou o Bolt EV, veículo 100% elétrico que chega ao mercado brasileiro em 2019.

Com 383 km de autonomia na estrada, o modelo apresenta o mecanismo de freio regenerativo, ou seja, ele recupera a energia e aumenta a capacidade de autonomia em mais 50 km, em média. Vale dizer que para cada 1 hora de carga, é possível rodar cerca de 40 km. O Bolt EV é o principal carro da Chevorlet, que vai derivar em uma linha completa de mais de 20 modelos até 2023 em todo o plano da GM.

“O mercado é um ecossistema, no qual um depende do outro. Não tem como a infraestrutura e a cadeia de fornecedores serem desenvolvidas se os carros elétricos não existirem. Com as montadoras dando o primeiro passo, vamos ter um crescimento exponencial do mercado”, diz Paulo Santos, gerente de produto de marketing da Chevrolet.

Segundo Paulo, os diversos lançamentos das montadoras no Salão do Automóvel já começaram a disparar empresas investindo em novos segmentos. “As próprias concessionárias de energia estão se preparando dentro do seu escopo. Por que não um grupo que já cuida de eletricidade pensar em como ajudar o crescimento da infraestrutura para veículos elétricos no País? É o desenvolvimento de todo um ecossistema que irá fazer este modelo vingar no Brasil. É um caminho sem volta”, afirma Paulo.

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Nissan Leaf é o pioneiro neste mercado. Foto: Estúdio WTF – Mário Águas

A Nissan levou ao evento a 2ª geração do Nissan Leaf, o primeiro 100% elétrico produzido em massa em 2010. Desde então, o modelo já vendeu 365 mil unidades em todo o mundo e chega ao Brasil no final do primeiro semestre de 2019. O Leaf apresenta uma autonomia de 389 km, com uma bateria que pode durar até 15 dias se a circulação for apenas em centros urbanos.

De acordo com Alexandre Carvalho, especialista em comunicação – produtos da montadora, a Nissan tem a eletrificação como um pilar mundial da mobilidade urbana. Inclusive, a maioria da frota da marca será eletrificada nos próximos anos.

“A ideia é mostrar que o futuro é elétrico. É muito bom que isso esteja sendo discutido no Salão do Automóvel de São Paulo porque demonstra que todas as marcas estão apresentando carros eletrificados para comercialização. Em 2010, quando demos o primeiro passo, fomos tachados de loucos, contudo, esta edição da feira mostra que estamos no caminho certo”, afirma Alexandre.

Economia financeira e ambiental

Paulo Santos, executivo da Chevrolet, explica que existem três tipos de plug-ins que são encaixados nos veículos elétricos. Eles podem ser diferenciados pela região onde é mais utilizada. O tipo 1 é mais comercializado nos EUA, o 2 no mercado europeu e o 3 tem mais espaço na China. Por outro lado, é importante ressaltar que o formato do plug-in que é alocado nas tomadas deve seguir o padrão brasileiro de três pinos redondos.

Embora ainda não existam estudos concluídos do quanto uma recarga de carro elétrico pode consumir de energia, é possível fazer alguns comparativos com equipamentos eletrodomésticos. “O Bolt EV puxa menos energia que uma cafeteira ou torradeira, por exemplo. Isso considerando a recarga por um período de 1 hora em comparação o uso de outros aparelhos pelo mesmo tempo”, explica Paulo.

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Estande da Kia Motors apresentou três modelos de carros eletrificados. Foto: Estúdio WTF – Mário Águas

Gabriel, diretor-técnico da Kia, corrobora com esta fala. “Hoje o carro já está preparado para a carga residencial ou em condomínios. Nós fizemos uma comparação com o litro da gasolina e existe uma grande diferença. O consumidor terá uma economia enorme, não só financeira, mas benéfica para o meio ambiente também”, completa.

Para ele, as pessoas interessadas em veículos eletrificados pensa nos dois aspectos da sustentabilidade: financeira e ambiental. “Ele quer ter este tipo de carro, claro que ainda se depara com o custo elevado, mas tem uma mudança de pensamento quando se coloca as contas no papel. Notamos isso já nestes dias de Salão do Automóvel”, diz Gabriel.

“A primeira onda dos consumidores é formada pelos que acreditam mais na sustentabilidade. Eles estão preocupados com a poluição nas grandes cidades. Se você pensar que hoje em dia pode gerar a própria energia por meio de painéis solares, o custo dos carros elétricos é praticamente zero. Existe apenas o investimento inicial de se comprar o veículo e a tecnologia para captação de energia solar fotovoltaica”, finaliza Paulo Santos.

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