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Promovido pela Danfoss, evento trouxe especialistas do setor que destacaram ações para melhorar o nível de eficiência energética do País.

Simpósio de eficiência energética promovido pela Danfoss
Simpósio “Ideias para Reinventar o Amanhã” reuniu importantes especialistas no assunto. Foto: Divulgação/Danfoss

No último dia 8 de novembro, a Danfoss – empresa que desenvolve tecnologias para infraestrutura, indústrias e outros segmentos – promoveu o simpósio “Ideias para Reinventar o Amanhã”, em São Paulo (SP), que destacou ações para melhorar a eficiência energética no Brasil.

O evento contou com as presenças de Julio Molinari, presidente da Danfoss na América Latina, e de representantes do Ministério de Minas e Energia (MME), Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Eletrobras, Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco), Coca-Cola Andina, Vitalux e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Em suma, o País tem um grande potencial para melhorar em termos de eficiência energética se investir na digitalização, unificando e compartilhando dados de desempenho de fabricantes e grandes usuários para poder aprimorar as tecnologias e suas aplicações.

“A eficiência energética é um fator chave de sucesso para descarbonizar nossas economias. É fundamental um forte apoio político para garantir que o mercado atenda à velocidade e à escala necessárias”, disse Molinari.

O primeiro bloco do simpósio discorreu sobre o panorama atual do cenário, os desafios e o que deve ser feito para aprimorar a eficiência energética nos mais variados setores econômicos.

De acordo com Marcelo Sigoli, diretor-técnico da Abesco, o setor industrial é o maior consumidor de energia do País, no entanto, estudos apontam que a redução pode chegar em em até 25%. Sigoli defende que é necessário transformar o mercado de Eficiência Energética (EE) para ser efetivamente sustentável. Para tanto, indica algumas ações como a reformulação do Plano Nacional de Eficiência Energética e a adoção compulsória de níveis mínimos de EE para equipamentos e edificações.

A observação vai de encontro com a fala de Marcel da Costa Siqueira, gerente do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), que apontou como primordial a inclusão da eficiência energética como requisito para acessar novas fontes de recursos ou as já existentes.

Segundo Thiago Barral, diretor de estudos econômico-energéticos e ambientais da EPE, o uso de ar-condicionado em residências triplicou nos últimos 12 anos. A demanda por eletricidade devido ao uso deste aparelho deve continuar crescendo nos próximos anos. Para Barral, é necessário implementar índices mínimos mais ambiciosos para os equipamentos operarem mais eficientemente quanto ao consumo de energia.

Responsabilidade de todos

O segundo bloco começou com a participação de Roberto Lamberts, professor titular da UFSC, que alertou para a importância dos hábitos pessoais. “Quando pensamos em reinventar o amanhã, precisamos mudar e melhorar os nossos recursos. Precisamos de edificações mais eficientes, de ar-condicionado mais eficiente e de usuários com hábitos mais eficientes, pois não é apenas com tecnologia que vamos resolver o problema. Hábitos pessoais são essências”, afirmou.

Fausto Padrão Jr., gerente de engenharia da Coca-Cola Andina, destacou a necessidade do Brasil desenvolver uma infraestrutura de monitoramento digital para engajar o compartilhamento de dados, ou seja, a digitalização e geração de dados para análises e pesquisas futuras que vão orientar os investimentos e toda a sequência de evolução da indústria e da eficiência energética.

“A indústria de forma geral não tem dados suficientes para poder decidir. Isso é um problema de cultura. Precisamos saber o que está acontecendo para melhorar a performance”, alertou.

Já Eduardo Moreno, presidente da Vitalux, focou seu discurso no mercado de saneamento, no qual o segundo maior insumo é a energia – o setor fatura R$ 50 bilhões e gasta mais R$ 6 bilhões com energia. Com parques muito antigos e tecnologias defasadas, é necessário desenvolver ações em prol da eficiência energética e da redução de perdas. “Tem muita coisa para ser feita no saneamento, diferente do que falamos em edificação e em ar-condicionado, que já têm uma evolução”, finalizou.

 

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