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UI GreenMetric classificou a USP como a 23ª instituição de ensino superior mais sustentável do mundo e a primeira no Brasil e na América Latina. 

usp campus butantã
Área verde no campus da Universidade de São Paulo. Foto: Marcos Santos / USP Imagens.

A Universidade de São Paulo (USP) foi eleita a universidade mais sustentável da América Latina em 2018, segundo o ranking UI GreenMetric, divulgado em meados de dezembro do ano passado. No ranking mundial, composto por 719 instituições de ensino de 81 países, a USP alcançou a 23ª colocação.

O UI GreenMetric World University Rankings é o primeiro e único no mundo que mede o compromisso ambiental dos participantes. Criado em 2010 pela Universidade da Indonésia, o ranking utiliza um sistema de pontuação numérica que permite a classificação e comparação dos resultados de forma rápida e objetiva.

São seis indicadores sustentáveis utilizados como base para a classificação das instituições. Confira abaixo a pontuação atingida pela USP em cada um dos itens:

  • Local e infraestrutura (15%): O objetivo é fazer com que a universidade ofereça mais espaço à vegetação e à preservação do meio ambiente, proporcionando uma melhor relação entre a área total da instituição, população e áreas verdes. Pontuação: 1450 / 1500;
  • Energia e mudanças climáticas (21%): Incentivar o uso de equipamentos eficientes e de opções de fontes de energia renováveis, além de reduzir as emissões de gases de efeito estufa. O indicador também mede a implementação do edifício inteligente e sua eficiência energética. Pontuação: 1350 / 1500;
  • Resíduos (18%): Criação de programa de reciclagem, separação de resíduos tóxicos, disposição de esgotos e política para reduzir o uso de papel e plástico no campus. Pontuação: 1500 / 1800;
  • Água (10%): Diminuir o consumo de água é fundamental para a sustentabilidade de qualquer projeto, no entanto, além disso, é preciso implementar programas de tratamento e conservação da água. Pontuação: 700 / 1000;
  • Transporte (18%): A universidade é um espaço democrático e assim deve ser na sua política de transporte também. É preciso equilibrar o número de veículos individuais e o uso de ônibus no campus com o incentivo aos meios de transporte mais sustentáveis, como a bicicleta. Também não se pode esquecer uma política de pedestres. Pontuação: 1375 / 1800;
  • Educação e pesquisa (18%): Este critério é baseado no pensamento de que a universidade tem um papel importante na criação da nova geração de preocupação com questões de sustentabilidade, por isso, avalia-se a proporção de cursos de sustentabilidade, financiamento de pesquisa no setor, eventos, entre outras ações. Pontuação: 1375 / 1800.

“Conquistar este reconhecimento é um indicativo de que as ações desenvolvidas estão alinhadas com a proposta sustentável. Seja por meio da Política Ambiental da USP, seja a partir da participação de rankings – bem como outras atividades desenvolvidas por intermédio da Superintendência de Gestão Ambiental da USP –, há uma clara definição não só de um diagnóstico da universidade, mas, principalmente, de objetivos, metas e indicadores sustentáveis”, afirma a Profa. Dra. Fernanda da Rocha Brando Fernandez, assessora técnica de Gabinete junto à Superintendência de Gestão Ambiental (SGA) da USP.

Principais iniciativas sustentáveis

Há quase 20 anos, a Universidade de São Paulo iniciou suas ações de sustentabilidade e de redução de impactos ambientais. No entanto, foi com o surgimento da SGA, em 2012, que as ações foram oficializadas e se tornaram parte integrante do programa oficial de todos os campi da instituição.

No mesmo ano, cerca de 2.165,98 hectares da área total dos campi (capital e interior) foram declarados como reservas ecológicas. A universidade se comprometeu a conservar estas áreas verdes, que cumprem um papel fundamental para a fauna e flora locais, conservação de recursos hídricos, manutenção da qualidade do ar e controle climático, saúde pública e ao bem-estar social – além de serem vistas como campos de potencialização da pesquisa, do ensino e da extensão na universidade.

Em janeiro de 2018, a USP publicou sua Política Ambiental – veja aqui. “O objetivo é promover a gestão ambiental de maneira mais eficiente, permeando diversas temáticas como administração, água e efluentes, áreas verdes e reservas ecológicas, edificações sustentáveis, educação ambiental, emissões de gases do efeito estufa e gases poluentes, energia, gestão de fauna, mobilidade, resíduos e uso e ocupação territorial”, explica a Profa. Dra. Fernanda da Rocha.

Várias atividades são realizadas a fim de difundir e promover as políticas ambientais aos alunos e comunidade. A “Mostra USP e a Agenda 2030”, por exemplo, realizada em 2018, utilizou filmes e debates para fomentar as discussões ambientais com a comunidade.

“É possível observar que há uma grande coesão entre docentes, servidores técnicos e administrativos e discentes de graduação e pós-graduação a respeito das questões de sustentabilidade em seus campi e fora deles. Também tem sido internalizada a compreensão de que a comunidade possui uma grande responsabilidade nas suas ações relacionadas à sustentabilidade”, diz Fernanda.

“As atividades destacadas reforçam o entendimento de que USP cumpre seu papel de instituição pública comprometida com os desafios do século XXI, abarcando ações diversas, de planejamento, gestão e promoção da sustentabilidade interna e externamente à universidade”, completa.

Ranking mundial

O primeiro colocado do UI GreenMetric World University Rankings de 2018 foi a holandesa Wageningen University & Research. Ela foi seguida pela University of Nottingham, na Inglaterra, e pela University of California Davis, nos EUA. Confira o ranking mundial completo neste link.

Ranking brasileiro

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Foto aérea do da Cidade Universitária na capital paulista. Foto: Jorge Maruta / USP Imagens.

A América Latina teve um total de 78 inscritos, com a USP em primeiro. Ao todo, 23 universidades do Brasil estiveram presente no ranking Ui GreenMetric. Além da Universidade de São Paulo, a Universidade Federal de Lavras (UFLA), em Minas Gerais, e a Universidade Positivo, na capital paulista, completam os três melhores colocados.

Confira aqui a lista com as instituições brasileiras que participaram da edição de 2018.

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