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Revitalização de calçadas, áreas verdes e iluminação são iniciativas que propiciam maior valorização do entorno e da construção.


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valorização do entorno da edificação
Revitalização do entorno de condomínios ajuda a valorizar empreendimento e região. Foto: Pixabay/KlausAires.

Uma simples intervenção pode interferir todo um ambiente e a vida das pessoas que ali vivem, de forma simples e direta, tanto para o bem quanto para o mal. Há muitos exemplos de como a arquitetura e a construção podem ser agentes transformadores da sociedade e, nesta matéria, vamos abordar como um edifício consegue atuar de forma a melhorar o entorno no qual está inserido.

Desenvolver projetos que transcendem a demarcação dos terrenos com um olhar 360º gera impactos e soluções para as vidas dos moradores e da vizinhança externa. Esta visão surge quando os responsáveis entendem que os stakeholders de um edifício imobiliário vão além da incorporadora, construtora e seus clientes diretos. A sociedade deve ser vista como um agente ativo, assim, o projeto pode tomar decisões mais integradas com a mesma.

“Os projetos devem ir além de diagnósticos superficiais e pouco embasados. Precisamos ter a responsabilidade de nos aprofundar nas análises socioeconômica, física e cultural, abrangendo visões e informações diversas para que o projeto tenha o máximo de impacto positivo naquela comunidade”, afirma Douglas Tolaine, arquiteto e design principal do escritório global Perkins+Will.

Ao planejar com responsabilidade uma nova construção, é preciso estar atento aos impactos gerados na comunidade em volta. Quando bem planejado, não somente a população é beneficiada, mas todo o bairro é valorizado. Geralmente, a valorização ocorre em dois sentidos.

“É muito provável que ocorra uma valorização financeira dos imóveis situados na localidade, uma vez que o empreendimento atrairá um novo interesse pelo espaço. Haverá também a valorização urbana, já que a região irá dispor de mais atrativos e potencialidades, fazendo com que a população desfrute melhor de uma região que antes era subutilizada”, explica Raissa Martins da Silva Araújo, arquiteta e urbanista formada pela Universidade de Ouro Preto (MG).

Segundo ela, a iniciativa também proporciona uma ótima imagem da empresa, aumentando a sua aceitação e, consequentemente, a procura pelos seus empreendimentos. “Além disso, uma boa infraestrutura valoriza o local como um todo, elevando a atratividade e o valor das unidades habitacionais do edifício, bem como de terrenos e imóveis na região”, completa Raissa.

Quais ações podem ser realizadas?

iluminação garante maior segurança ao entorno
Garantir iluminação adequada nas calçadas em volto do edifício traz maior sensação de segurança para a região. Foto: Pxhere/997732.

Todo novo empreendimento tem o potencial de ser transformador, isso só depende de como ele será pensado – se de forma individual ou coletiva. Simples ações urbanas possuem um valor enorme para o bem-estar e a qualidade de vida da comunidade, tais como: alargamentos de calçadas com pisos adequados, pequenos jardins abertos para a rua, iluminação adequada, criação ou recuperação de áreas públicas de lazer, entre outras opções.

“Estas ações podem trazer movimento para a área e a possibilidade de inserção de outros estabelecimentos comerciais. Por tabela, traz segurança para a entrada dos empreendimentos e região. Com essa qualidade percebida pelos moradores locais, novos empreendedores são estimulados a acreditarem no bairro em questão, estimulando condomínios vizinhos a fazerem melhorias para requalificar”, diz Grazzieli Gomes Rocha, sócia-diretora do escritório de arquitetura Aflalo/Gasperini.

O diálogo com a população é fundamental para descobrir quais são as expectativas e necessidades perante o novo empreendimento. Diante deste questionamento, as iniciativas podem ter resultados muito mais assertivos e detalhados. Vale ressaltar, no entanto, que construtoras ou incorporadoras devem se relacionar com os órgãos públicos competentes e com demais fornecedores de serviços para o desenvolvimento destas ações.

Para Grazzieli, os arquitetos possuem uma obrigação humana e urbana em propor iniciativas como estas, de compartilhar espaços de qualidade e educar a sociedade para hábitos mais saudáveis de preservação e cuidado da cidade, que é de todos e para todos. Iniciativas deste perfil trazem uma sensação de pertencimento e preservação da região.

“Dependendo da localização e escala do projeto, podemos ter atitudes ainda maiores em prol de uma sociedade maior e mais carente. Temos um projeto no qual existe a construção de habitações sociais, criação de novos parques ou, ainda, edifícios institucionais públicos, tudo isso com o intuito de recuperar”, afirma.

Fazer além

áreas verdes nas calçadas externas do edifício
Prática é vista como uma forma de inclusão e relacionamento com o contexto urbano. Foto: Pxhere/688552.

Os projetos de arquitetura e construção não devem ser explorados apenas sob a ótima dos fatores formais, mercadológicos e referentes às tendências de mercado. É preciso considerar o impacto de novas intervenções no contexto urbano e social. O ser humano tem a necessidade de conviver com outros indivíduos e estimular isso é um papel essencial deste setor.

“Nosso objetivo é abraçar cada vez mais a diversidade e transformar os espaços em ambientes mais humanizados, de forma a incentivar a convivência, troca de experiências e colaboração. Uma edificação pode e deve valorizar o entorno e não somente utilizar o conceito de extrativismo social. Precisamos estimular a inclusão e ter capacidade de abordar de forma responsável os fatores socioculturais, necessidades, legislação, funções e estética de forma adequada ao implantar um novo ‘objeto’ no espaço, para que essa transformação seja feita de forma equilibrada e integrativa”, diz Douglas Tolaine, do escritório Perkins+Will.

A relação do edifício com o entorno deve adotar os preceitos relativos à sustentabilidade como um todo. Assim, práticas implantadas no projeto, adotadas no canteiro de obras e na operação da edificação precisam atender aspectos ambientais, sociais e financeiros.

“É importante alinhar as atividades da empresa com ações de proteção e conservação do meio ambiente, através de diferentes atitudes. Por exemplo: utilização de tecnologias mais limpas; otimização do uso de recursos naturais; preservação da biodiversidade e redução, reciclagem e reutilização de resíduos materiais”, completa Raissa.

As ações sociais – como atividades recreativas, montagem de feiras, campanhas sociais, entre outras – também contribuem para a satisfação pessoal dos moradores e consequente conservação do local. Agindo desta maneira, o compromisso e a preocupação com o desenvolvimento sustentável da comunidade estarão completos, contribuindo para as atuais e futuras gerações.

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