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Principal mostra de arquitetura, decoração e paisagismo do interior paulista, Campinas Decor recupera imóvel do patrimônio público em benefício à sociedade.

Campinas Decor
Fachada do casarão centenário restaurado para ser a sede da Campinas Decor 2019. Foto: Studio Imagem – Touché Fotografia.

Desde o dia 26 de abril até 16 de junho, a 24ª edição da Campinas Decor, principal mostra de arquitetura, decoração e paisagismo do interior paulista, será realizada em um casarão histórico construído no final do século XIX. O imóvel centenário pertencente ao patrimônio público foi totalmente restaurado e ficará como legado para a cidade.

Além da total recuperação do imóvel, os visitantes poderão conferir as tendências e o que há de mais moderno em artigos para decoração e construção, revestimentos, mobiliário, luminotécnica, automação residencial e tudo o que envolve esse universo.

Essa iniciativa trata-se da continuidade de um trabalho iniciado em 2003, quando foi realizada a primeira Campinas Decor em um prédio do patrimônio público. Fora o objetivo de cumprir os diversos papéis de uma mostra de arquitetura em si, o intuito era ir além e beneficiar o município e a sociedade, uma vez que foram totalmente recuperados os imóveis que foram escolhidos como cenário.

Desde então, de acordo com Sueli Cardoso, organizadora da Campinas Decor, as parcerias fluíram e eles passaram a ser procurados pela Prefeitura com essa finalidade.

“Já estamos no oitavo prédio recuperado, o casarão que abriga a edição 2019, pertencente à Prefeitura, e acabamos de anunciar que em 2020 iremos recuperar mais um: o prédio do Cotuca – Colégio Técnico de Campinas – sob concessão da Unicamp”, ela diz.

Assinado por Ramos de Azevedo, o Cotuca está desativado desde 2014 por falta de condições. Após a mostra, poderá voltar a funcionar como colégio, levando benefícios não só à sociedade, mas também trazendo melhorias para aquela região, que sofreu muito com a ausência do colégio.

Sustentabilidade

O casarão foi restaurado de uma forma sustentável, o que é uma preocupação não só da organização da Campinas Decor 2019, como de todos os expositores. “Entre as diversas medidas adotadas tanto para a recuperação do imóvel quanto para a preparação da mostra estão o amplo uso de lâmpadas de LED, que consomem menos energia, reaproveitamento de materiais, utilização de métodos construtivos que geram menos entulho, utilização de tintas à base de água e escolha de madeiras de reflorestamento, entre outros”, afirma Sueli.

Campinas Decor
Alameda Acaicá, de Flavio Tonico. Foto: Studio Imagem – Touché Fotografia.

Para ela, os visitantes se espelham no trabalho apresentado pelos expositores e pela organização e “acreditamos que o uso de soluções sustentáveis ajude na conscientização das pessoas”, completa.

Investimento e legado

Foram investidos cerca de R$ 7 milhões na preparação da mostra, divididos entre a organização, expositores, patrocinadores e fornecedores. A estimativa é que cerca de R$ 2 milhões deste total foram usados para a recuperação do casarão.

São 43 ambientes internos e externos preparados por um time formado por profissionais de renome da cidade e região. A imponência do imóvel, conhecido por ter abrigado o antigo Colégio Ateneu, com espaços amplos e pé direito alto, estimulou a criatividade dos expositores.

São salas diversas, lofts, suítes, banheiros e terraços, além de jardins e espaços comerciais e de uso dos visitantes, como restaurante, bar, café e loja, que somam 3.600 metros quadrados de passeio.

Campinas Decor
Cafe Decor, de Guacira Bonafe. Foto: Studio Imagem – Touché Fotografia.

Entre as várias tendências apresentadas, além de muita tecnologia e da crescente preocupação com a sustentabilidade, nota-se o uso de mobiliário e peças de decoração assinados especialmente por designers brasileiros, móveis para área externa produzidos com cordas náuticas e muitas soluções autorais dos expositores.

As cores utilizadas são as mais variadas, com destaque para tons terrosos, beges e off-white e também muito preto, além de coral, tom Pantone 2019.

“Além da recuperação em si de um casarão com esta beleza arquitetônica e valor histórico, em pleno coração da cidade, assim que terminar a mostra, o imóvel será ocupado pela Secretaria da Educação, que terá melhores condições de trabalho nas novas instalações”, afirma a organizadora.

Após a realização da mostra, graças à doação das benfeitorias, o casarão – localizado no bairro Cambuí – tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc) será utilizado para abrigar o gabinete da secretária de Educação, assessoria jurídica, diretorias e coordenadorias.

O prédio leva o nome de Stella Maria Leite Pastana Tozo, sócia de Sueli Cardoso durante 17 anos na organização da Campinas Decor, falecida em novembro de 2018. Uma justa homenagem a quem trabalhou muito para que a recuperação de prédios públicos pela amostra fosse uma realidade.

Sueli acredita que a iniciativa de recuperação do casarão pode servir de exemplo para que possam surgir outras medidas semelhantes na cidade e no estado de São Paulo.

“Acreditamos que sim. Estamos indo para a nona recuperação de um prédio público, sempre com ótimos resultados. Vale ressaltar que todos os prédios que recuperamos até agora estão sendo utilizados, na maioria deles com serviços que beneficiam à população”, diz.

Campinas Decor

Criada em 1996, a Campinas Decor consolidou-se como a principal mostra de arquitetura, decoração e paisagismo do interior de São Paulo. Ao longo dos anos, tornou-se uma grande vitrine do trabalho realizado pelos expositores, além de uma oportunidade única para fornecedores e patrocinadores divulgarem sua marca e seus últimos lançamentos.

Campinas Decor
Fachada e Luminotécnica e Terraço Acolhedor, de Plinio Braz e Luis Marcelo Roque. Foto: Studio Imagem – Touché Fotografia.

Novos talentos

Mantendo a tradição de valorizar profissionais que estão há pouco tempo no mercado, mas têm grande potencial criador, a organização da Campinas Decor reservou três espaços da mostra para o projeto Novos Talentos, que contempla expositores com até três anos de formados.

Neste ano, os profissionais escolhidos foram os designers de interiores Thaisa Frank, Helena Bortolini e Lucas Vilar e a designer de interiores e engenheira civil Renata Cirigliano, que assinam o ambiente Loja do Bem; os arquitetos e urbanistas Eduardo Simionatto e Felipe Higino, autores do projeto Varanda da Contemplação; e a designer de interiores Dani D´Ambrosio, que projetou o Hall dos Banheiros.

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