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Alto potencial de impacto ambiental em todo o entorno da obra torna a gestão de resíduos extremamente importante



resíduos

Os resíduos na construção podem gerar grandes impactos ambientais, afetando não só as empresas do setor mas também a sociedade como um todo, o que torna fundamental a adoção de medidas e planos de gerenciamento que visem minimizar a geração dos resíduos produzidos orientando seu correto acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte e disposição final.

Os resíduos na construção, são chamados de Resíduos da Construção e Demolição ou Resíduos da Construção Civil (RDC ou RCC). Eles envolvem todos os materiais inutilizados e sobras de construção ou oriundos de demolição, desde entulho, pedregulhos, aço, areia, argamassa, fragmentos de madeira e tijolos.

No Brasil, o CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) estabeleceu, pela resolução 307 de 2002, as obrigações legais relacionadas à gestão de materiais excedentes voltados para construtora. Esta legislação estabelece diretrizes, critérios e processos para o gerenciamento de resíduos da construção civil e sofreu algumas alterações nos anos posteriores e mais recentemente em 2015.

Classificação dos Resíduos

A resolução 307 de 2002 organiza os resíduos da construção civil de acordo com sua composição em 4 classes:

  • Classe A: resíduos reutilizáveis ou recicláveis, como os de construção, reformas e reparos de pavimentação, obras de infraestrutura, edificações, processo de fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em concreto.
  • Classe B: resíduos reutilizáveis ou recicláveis para outras destinações, tais como plásticos, papel, papelão, metais, vidros, madeiras e gesso.
  • Classe C: resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem ou recuperação.
  • Classe D: resíduos perigosos, contaminados ou prejudiciais à saúde, tais como tintas, solventes, óleos, itens radiológicos, materiais que contenham amianto, entre outros.

Processos de reutilização e reciclagem

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Cada um dos tipos de resíduos deve, ter cuidados específicos que são ditados pela resolução 307/2002:

Classe A
Estes resíduos, oriundos das etapas de fundação, estrutura, vedação e acabamento, devem ser reutilizados ou reciclados como agregados. Também podem ser encaminhados a aterros, destinados à recepção desses itens especificamente e guardados para uso futuro. A organização inicial geralmente é feita em pilhas que ficam próximas aos pontos de partida do transporte interno, nos pavimentos respectivos.

Classe B
De acordo com informações do próprio CONAMA, estes resíduos da classe B podem ser segregados na obra, para então serem encaminhados a áreas de armazenamento temporário até seu destino final. Dependendo da tipologia dos elementos, que podem ser madeira, gesso, vidro, plástico, papel, papelão ou metal, o acondicionamento inicial pode ser feito em bombonas, pilhas ou fardos, preferencialmente em recipientes que permitam o transporte verticalizado.

Classe C
Entulhos que fazem parte desta classe exigem condições adequadas até o momento do transporte. Neste caso, dependem de normas técnicas e legislações ambientais específicas. Os resíduos da construção civil como serragem, isopor, solos e telas são acomodados em sacos de ráfia ou nas próprias embalagens, dependendo do volume.

Classe D
Já os materiais da Classe D, assim como os da Classe C, necessitam de logística apropriada até o momento da coleta, também com destinação definida de acordo com as leis. Portanto, materiais perigosos em embalagens, instrumentos, materiais auxiliares, uniformes e acessórios de proteção pessoal — como luvas, botas e tecidos — devem ser manuseados com cuidado e armazenados em recipientes separados.

Oportunidade em uma nova visão dos resíduos

Um dos principais aspectos da gestão de resíduos é a reciclagem. Reciclar é a palavra de ordem hoje e será por muitos anos. É um equívoco pensar que os serviços de reciclagem devem ser essencialmente de graça. É muito raro que a reciclagem de construção comercial seja fornecida gratuitamente e esta é uma realidade mundial. Dinheiro ainda terá de ser gasto na remoção de materiais de resíduos gerados nas obras para aterros ou oficinas de reciclagem. Os benefícios são percebidos quando há um diferencial de custo entre os materiais que vão para reciclagem e que vão para o aterro. O que vai para o aterro é desperdício, enquanto que o que vai pra reciclagem ainda poderá ser utilizado em uma próxima obra.

De acordo com a ABRECON (Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição) o Brasil desperdiça anualmente quase 8 bilhões de reais por não reciclar seus resíduos. Os dados indicam que 60% do lixo sólido das áreas urbanas vem da construção civil, e desse total, 70% poderiam ser reaproveitados. Essa montanha diária de resíduos formada por argamassa, areia, cerâmicas, pedaços de concreto, tijolo, madeira, além de plásticos, papeis, tintas entre outros, que se configura em um grande problema para as cidades, pode ser também fonte de recursos, se reciclados e reutilizados corretamente.

A cultura da organização para além da gestão de resíduos

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O correto manuseio e gerenciamento de resíduos na construção civil não só diminui os índices de desperdício e os gastos com materiais, como também cumpre papel sustentável. Além disso, algumas práticas e estratégias sustentáveis de otimização, redução de desperdício, melhoria de processos, possibilitam a redução de custos e impactam diretamente no resultado da empresa.

O fim do desperdício, a redução de resíduos, o controle de custos, entre outros, são hábitos, e estes devem estar claros tanto para a direção quanto para toda a equipe. Sem isso, será muito mais difícil dispor de ações que tragam esse resultado. A cultura de redução deve estar impregnada na organização.

Aplicar os 3R’s da sustentabilidade (Reduzir, Reutilizar e Reciclar) no dia a dia e na cultura de todas as pessoas na empresa, contribuem diretamente para os resultados a longo prazo. Além disso, a metodologia 5S, entregas “just-in-time”, aplicação de conceitos de logística reversa junto a fornecedores, melhorias nos processos existentes, e também a adesão a novas tecnologias devem ser incorporados aos métodos da construção civil para um melhor resultado em sua obra e empresa como um todo.

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