Condomínio horizontal de Goiânia registra 20% de aumento e dá exemplo no reaproveitamento de resíduos para compostagem e coleta seletiva. Um dos destaques é a produção de adubo orgânico a partir dos restos da poda dos jardins

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Condomínio Aldeia do Vale, Goiânia – Vista aérea

De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), o isolamento social causado pela pandemia do novo coronavírus poderá aumentar entre 15% e 25% a geração de resíduos sólidos. No Aldeia do Vale, condomínio horizontal de Goiânia, a administração percebeu um aumento de 20% da produção desses resíduos, corroborando com a previsão do órgão.  

“Observamos um aumento de cerca de 20% nos resíduos residenciais depois da pandemia, pois as pessoas estão passando mais tempo em casa”, afirma o supervisor do núcleo de conservação, limpeza e meio ambiente, Eustáquio Teixeira Júnior. Por se tratar de um serviço essencial, que não pode parar, a administração reforçou a orientação e os cuidados com a equipe de coleta seletiva e compostagem, que envolve o trabalho de nove pessoas diariamente. “Estão usando óculos, máscaras, botas e respeitando as distâncias estabelecidas pelos órgãos de saúde. Além disso, por trabalharem em área aberta, o risco de contaminação é menor”, explica Eustáquio. Muita água e sabão para higienização das mãos, além de máscaras e álcool gel 70% são usados. 

Todos os meses são recolhidas cerca de 270 toneladas de massa verde, que é composta por podas de grama, cercas viva, folhas e galhas trituradas. Além disso, também é feita a coleta de material residencial, composto por material orgânico (65 toneladas por mês) e recicláveis (cerca de 2 toneladas por mês). Mas, ao invés de irem para o aterro, os resíduos recicláveis e a massa verde tem uma destinação sustentável no condomínio, que possui mais de 750 residências e adota a compostagem e a coleta seletiva. 

Compostagem

Toda massa verde recolhida das podas dos jardins do Aldeia do Vale é transformado em adubo orgânico através da compostagem, um processo que promove a decomposição de materiais orgânicos com a finalidade de obter um ótimo fertilizante e condicionador de solo. Esse material é usado para adubar os jardins privados e da área comum. “Trata-se de um ganho inestimável, pois retornamos para a natureza aquilo que retiramos. Ao invés de enviar e descartar a massa verde no aterro, a compostagem traz nutrientes para nosso solo e plantas”, explica Eustáquio. 

A produção mensal gira em torno de 30 toneladas por mês. O processo ocorre em uma área de 25 mil metros quadrados ao lado do condomínio. O material orgânico produzido é destinado para áreas comuns e parte é fornecida aos moradores cuidarem de seus jardins privativos. Além do benefício ambiental, a compostagem custa cinco vezes menos do que levar a massa verde para o aterro, gerando assim economia para o condomínio. “Sem falar que, sem a compostagem, teríamos de comprar adubos para nossos jardins”, diz ele.

O Aldeia do Vale possui 4,5 milhões de metros quadrados e tem a proposta de promover a integração entre as moradias e a natureza local, que conta com 16 ambientes naturais, entre parques e Área de Proteção Ambiental (APP) que são habitats da fauna e flora do cerrado goiano como as emas, capivaras e uma grande diversidade de pássaros. 

Coleta seletiva

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Estação de coleta seletiva do Condomínio Aldeia do Vale, Goiânia.

Seguindo sua vocação ambiental, o Aldeia do Vale também investe na coleta seletiva. Quatro funcionários trabalham no recolhimento de resíduos residenciais e em sua separação, que são destinados para indústrias de reciclagem. São cerca de duas toneladas recolhidas todos os meses, trabalho que conta com a colaboração dos próprios moradores, que iniciam a separação ainda em casa. 

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