A empresa Converse tem instalado murais em grandes paredes e laterais de edifícios, que têm o mesmo efeito de absorção da poluição que plantar árvores.

Painel em São Paulo

Organizado pela empresa de roupas esportivas Converse como parte de sua campanha City Forests, São Paulo recebeu, nas imediações do Elevado João Goulart, o “Minhocão”, o mural batizado de “Pindorama”, que era como os primeiros habitantes do país chamavam a terra antes da chegada dos europeus. Mostra a terra, o vento, a água e o fogo, os quatro elementos adorados pelos índios, além da cobra, do pássaro e do leopardo, considerados animais de poder.

Realizado pelos artistas Rimon Guimarães, um artista autodidata e multidisciplinar de Curitiba, que já pintou murais em 27 países, e Nazura, outra artista multidisciplinar da zona leste de São Paulo, que faz arte desde os 5 anos, o mural não é apenas uma obra de arte esteticamente agradável, mas também uma maneira engenhosa de lidar com a poluição urbana. Pintado com tinta fotocatalítica com dióxido de titânio, o mural engenhoso atrai poluentes do ar antes de convertê-los em nitratos inofensivos por meio de um processo químico que envolve a luz solar.

Painel em São Paulo

A tinta, denominada KNOxOUT, reage com os óxidos de nitrogênio (NOx), criados por veículos, fábricas e usinas, quando entram em contato com a superfície do mural. A luz solar atua como um catalisador para um processo que transforma os óxidos de nitrogênio em água, pequenas quantidades de CO2 e nitrato de cálcio. O nitrato de cálcio é levado pela água quando chove, deixando a tela livre para atrair mais poluentes.

O conceito principal do projeto City Forest da Converse é a ideia de ‘plantar árvores’ onde, de outra forma, elas não seriam capazes de crescer. 

Além de São Paulo, Varsóvia, Bangkok, Belgrado, Lima, Sydney, Santiago, Johanesburgo, Manilla, Cidade do México e Ho Chi Minh vêm recebendo murais ecológicos como este. Jakarta será a próxima.

Painéis pelo mundo

Ao todo, os painéis já pintados até agora têm a capacidade de purificação de ar de 4.894 árvores, o que, se for verdade, é bastante impressionante e levanta uma questão: por que essa tinta de alta tecnologia não é usada com muito mais frequência?

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